• scissors
    dezembro 14th, 2008blogpalcoalternativoposts por autor: Natasha, raio-x

    rockassetes3

    Por Natasha Ramos

    Eles ganharam um festival e as portas se abriram para os Rockassetes. A partir de então, começaram a tocar em diversos lugares e a mostrar seu rock sessentista misturado a nuances de guitar bands dos anos 90.  Além de Beatles, The Who é outra forte influência dos caras, basta ouvir “Desinteresse”, para nos remetermos a “My Generation”.

    Depois de tocarem em todo o canto de sua cidade natal, os aracajuanos resolveram se mudar para São Paulo para conseguir mais espaço na mídia e novos lugares para se apresentarem.

    Após ouvir o som dos caras, o Palco Alternativo foi atrás do vocalista e guitarrista Bruno Mattos para contar um pouco mais sobre a história da banda. Confira o Raio-x dos Rockassetes.

    Integrantes

    Os Rockassetes são Bruno Mattos (vocalista/guitarrista), João Mello (contra-baixo), Leo Mattos (baterista/vocais), Rafael Costello (guitarrista).

    “João Mello já havia tocado em outras bandas de Aracajú, Rafael veio de uma banda chamada Plástico Lunar, já eu e meu irmão [Leo] começamos na Rockassetes”, conta Bruno Mattos ao Palco Alternativo.

    Início

    A banda começou em 2000, com os irmãos Leo e Bruno Mattos, e mais um amigo, que formavam uma banda só de guitarras e bateria. “Não tínhamos baixista, ainda não conhecíamos o João”, conta. “A banda estava meio que no princípio, mas não estávamos fazendo apresentações até tocarmos no festival”.

    O festival que ele se referiu foi um concurso estudantil estadual de composições próprias chamado “Novo Canto”, no qual ganharam o primeiro lugar, no mesmo ano em que formaram a banda. Depois disso, as coisas deslancharam e os Rockassetes começaram a fazer vários shows em diversas casas noturnas de Aracajú.

    “Então, decidimos nos mudar para São Paulo, pois achamos que tínhamos atingido um limite de público e de locais para nos apresentarmos lá em Sergipe. Foi quando viemos para São Paulo, há dois anos, para ampliar o trabalho da banda”.

    Bruno e seu irmão Leo conheceram o baixista João através do primeiro guitarrista do Rockassetes. “Já o Rafael entrou para a banda quando já estávamos em São Paulo”, comentou.

    Nome e Influências

    Antes de serem os Rockassetes, eles eram os Eloqüentes, nome com o qual participaram do festival “Novo Canto”, mas decidiram mudar por não se identificarem tanto.

    “Não lembro exatamente como escolhemos o novo nome, mas lembro de acharmos legal juntar as palavras “rock” com “fita cassete”. Gostamos da sonoridade e achamos que tinha a ver com a proposta da banda, que remete a coisas retrô, anos 60 e 70”, explica Bruno.

    Como o Bruno já disse, os Rockassetes tem influência de muitas coisas dos anos 60, como Tropicália e Mutantes, além de, claro, Beatles. Mas eles não se prendem apenas a bandas daquela década. Também, curtem coisas mais atuais como Weezer e Teenage Funclub.

    “Outra influência que acompanhou sempre a gente, mesmo não sendo rock, é a bossa nova, mais em relação à composição das letras”.

    Shows

    Os Rockassetes costumam se apresentar em casas noturnas de São Paulo e de outros estados, e em festivais independentes.

    “Aqui em São Paulo, já tocamos em lugares como o clube Inferno, Outs e Vegas (localizadas na Rua Augusta), na Funhouse (Rua Bela Cintra), e Stúdio SP (Vila Madalena). Fora de São Paulo, fizemos uma turnê pelo nordeste no começo de 2007, onde passamos por Recife, João Pessoa, Aracajú, Salvador e Natal. E, em outubro de 2006, fizemos uma turnê pelo centro oeste, onde tocamos em Brasília e Goiânia. No sul, tocamos em Curitiba, Londrina e Maringá”, conta Bruno.

    “Já nos festivais, participamos do Mada 2007, em Natal; do No Capricho, realizado pela revista Capricho e a Tramavirtual, em São Paulo; do Calango, em Cuiabá; e da Demo Sul, em Londrina. Participamos também do programa MTV Banda Antes”, acrescenta.

    Músicas

    O primeiro álbum da banda, lançado em fevereiro de 2008, soa basicamente como uma banda de guitarras com pitadas de rock sessentistas como a já citada Beatles, Jovem Guarda e muita coisa de guitar bands dos anos 90. O nome é Sobre Garotas, Discos e o Tênis Vermelho e tem 14 faixas. Além desse trabalho, a banda possui um EP, Sistema Nervoso, e o single As Flechas.

    “As letras das músicas do Rockassetes possuem “temas bastante subjetivos, gostamos de usar analogias, como na música pipa. Gostamos de brincar com as palavras. Têm também letras mais diretas, que falam sobre sentimentos tanto passional como angústias”, diz Bruno.

    Para os interessados, os trabalhos dos caras são vendidos durante os shows, diretamente com eles. Também poderão ser encontrados em lojas específicas que trabalhem com CDs de bandas independentes, e através do site rockassetes.mus.br, e do site da tramavirtual.

    Tags:
  • scissors
    dezembro 13th, 2008blogpalcoalternativoposts por autor: Andréia, show

    superguidis-2

    por Andréia Martins

    Com dois discos na bagagem, os gaúchos do Superguidis - Andrio Maquenzi (voz e guitarra), Lucas Pocamacha (guitar e voz), Marco Pecker (bateria) e Diogo Macueidi (baixo) – apresentaram parte do repertório do novo trabalho na noite ‘Cena Indie’, promovida pelo Sesc Vila Mariana, nessa quinta-feira, 11, em São Paulo.

    Além das velharias,  o quarteto mostrou “Não fosse o bom humor”, “A Visão não é o que parece”, “Quando se é vidraça”, uma música em homenagem a Humphrey Bogart e “Aos meus amigos”, todas do próximo disco que começa a ser gravado em janeiro e deve ser lançado em julho de 2009.

    “As músicas do terceiro disco são bem diferentes das outras, apesar de hoje a gente ter tocado umas bem parecidas”, comentou o guitarrista – figura – Lucas Pocamacha, ao falar do próximo trabalho. Para a faixa “Aos meus amigos”, ele conta que a banda queria mesmo era um quarteto de cordas e um piano, para explodir no final. “Mas como a gente não tinha isso…”, disse com cara de conformado.

    Pocamacha roubou a cena com sua simpatia fora de série no show, sem contar a dificuldade cômica na hora de abrir um copinho de água e a dificuldade do Sesc em ajustar o som da sua guitarra. “Por favor, dá para aumentar o som da minha guitarra?”, disse ele umas quatro vezes, sem perder o bom humor, claro.

    superguidis-6

    No show de pouco mais de 1h15 – com uma mãozinha do Sesc que liberou a banda para um bis, “Raio que o parta” e “Riffs”, ambas a pedido do público – entre músicas e conversas, o quarteto gaúcho mostrou porque é uma das boas surpresas da nova safra do rock nacional, com letras divertidas, simples, recheadas de situações vividas pela maioria dos jovens, que repetem os refrãos em coro. Afinal, quem já não foi um banana em relação ao amor, não pegou chuva para ver alguém especial ou teve vontade de mandar alguém para o diabo que te carregue, que atire a primeira pedra.

    E mesmo sem o tal quarteto de cordas e o piano, apesar de não soar tão diferente das demais canções da banda, a sonoridade de “Aos meus amigos”, uma das novas canções, é mais experimental que a de costume no som dos gaúchos. Parece que os garotos de Guaíba estão ficando sérios…

    **Para ouvir:  Superguidis (2006) e A Amarga Sinfonia do Superstar (2007)

    * fotos:  Andréia Martins

    Tags: , ,
  • scissors
    dezembro 13th, 2008blogpalcoalternativoposts por autor: Natasha, raio-x

    patua

    Por Natasha Ramos

    Formado por três recifenses, um paulistano e um californiano, o Patuá Tronxo tem um trabalho gravado, que contou com a participação de Sérgio Carvalho e Sizão Machado, e faz “remanufaturas” de músicas já conhecidas pelo público.

    Com apenas três anos de estrada, o grupo já figura entre nomes consagrados da música como Chico César e Seu Jorge. Além disso, um dos integrantes, o Jota Erre, é o percussionista de Jair de Oliveira, músico que indicou o Patuá Tronxo como uma banda promissora.

    Dada a dica, fomos atrás de Jota Erre que nos contou um pouco mais sobre o Patuá. Confira o Raio-X que fizemos do grupo.

    Integrantes

    A banda é formada por Jessé Santos (Violão/Vocais), Jota Erre (Percussão/Vocais) e Junior Gaz (Guitarras), os três de Recife; Tuto Ferraz (bateria/programações), de São Paulo; e Ricky Sybrandy (baixo), de San Diego.

    Paralelamente ao Patuá Tronxo, Tuto Ferraz, Jota Erre, Jessé Santos e Ricky Sybrandy encaram o Xubacca, banda que faz releituras de artistas como Tim Maia, Jorge Benjor, Cazuza e Titãs. Também integram o grupo Xuxa Levy (teclado) e André Caccia (guitarra).

    Início

    A banda existe desde 2004, mas Jota, Jessé e Junior já tocavam antes disso em sua cidade natal. Em meados de 2003, os três amigos, até então residentes em Recife, resolveram se mudar para São Paulo, na esperança de encontrar um ambiente propício a desenvolver a carreira musical. Até aqui, nada de muito excepcional. O interessante da história vem a seguir.

    Um conhecido do trio, que havia morado na capital paulista por um tempo, se prontificou a procurar uma casa em um lugar bacana para eles alugarem quando viessem para cá. Fecharam o valor em x reais, compraram as passagens de avião e foram com a cara e a coragem. Quando chegaram, perceberam que o lugar “bacana” era no meio de um vale em uma favela, onde ficaram por uns dois ou três meses. “Foi quando encontrei um amigo de Recife do meu pai, que arrumou um outro lugar para ficarmos, um teatro abandonado em Guarulhos, que já tinha sido um hospital para leprosos do Padre Bento. O lugar ficava em um bairro calmo chamado Jardim da Tranqüilidade, não tínhamos vizinhos, então tocávamos o dia inteiro”, conta Jota Erre.

    Após os sucessivos ensaios no teatro, onde permaneceram durante um tempo, os três perceberam que dali poderia nascer um projeto concreto. Assim surgiu o Patuá Tronxo como trio, que começou tocando no shopping de Guarulhos e em barzinhos.

    Até que, em uma terça-feira, mais uma no baile do “Na Mata Café” [casa de shows e restaurante em São Paulo], Jota, Jessé e Junior conhecem Tuto Ferraz. “Nessa mesma noite o Tuto nos apresentou para o Ricky [Sybrandy], que conhecia há umas duas semanas e sabia que ele tocava contrabaixo. Então, convidamos os dois para integrarem o Patuá. Foi uma química instantânea, meio mágico, sabe…”, relembra Jota. Após o ingresso de Tuto e Ricky, o grupo ganhou estruturas sólidas para levar adiante a proposta do Patuá Tronxo.

    O porquê do nome

    Sobre o nome do grupo, no mínimo incomum, Jota explica: “Patuá significa um amuleto, é tudo aquilo que você acredita que lhe trará sorte, coisas boas. É como se a banda fosse o nosso patuá [“Patoi” também é um dialeto da Jamaica]. E ele é tronxo porque, em Pernambuco, essa palavra significa torto, fora do normal. Seria, então, um amuleto torto”.

    Influências

    As influências dessa “massa sonora carregada de ritmos brasileiros” consiste em Chico Science, Nação Zumbi, King Crimson, Baracho, umas coisas de Recife como Lenine e Alceu Valença e até Radiohead. “É uma banda que tenho ouvido para caramba!”, diz Jota Erre.

    Onde ouvir

    O grupo já se apresentou em lugares como o Sesc Pompéia, Sesc Santos, Sarajevo, Na Mata Café, Studio SP, e sempre há a chance de retornarem para novas apresentações. Ou: www.myspace.com/patuatronxo.

    Músicas

    O grupo possui um trabalho gravado, Patuá Tronxo Um, no qual fazem a “remanufatura” de músicas já consagradas. “Pegamos músicas conhecidas e damos a nossa cara, o padrão tronxo de qualidade. Já fizemos isso com a “Leão do Norte”, do Lenine e um forró clássico do nordeste chamado “Juazeiro e Petrolínea”, de Jorge de Altinho”.

    Toda a produção do disco foi feita por Tuto Ferraz, que também toca bateria no grupo, e já trabalhou com artistas como Max de Castro, Paula Lima, Banda Black Rio e Cláudio Zoli.

    Onde encontrar o trabalho

    O Patuá Tronxo está à venda em lojas virtuais como Submarino e Fnac e durante os shows da banda.

    Jair de Oliveira

    “O Tuto já tocou com o Jair [de Oliveira, vulgo Jairzinho] nas primeiras apresentações dele na Europa e gravou seu DVD. Eu conheci o Jair quando ele foi gravar o último disco, Simples. Nesse trabalho, ele queria usar só baixo, percussão e violão e ligou para o Sérgio Carvalho [baixista do Djavan], perguntando se ele sabia de alguém para compor esse trio de instrumentos. Foi quando Serginho me convidou para assumir a percussão na gravação do DVD e na turnê de Jair”.

    Tags: , , ,