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setembro 28th, 2009posts por autor: Andréia, raio-x
Curitibanos da banda Gentileza lançam seu primeiro disco misturando guitarras, violas, violinos e metais
[por Andréia Martins]
Gravar um disco não é assim tão simples. Que o digam os curitibanos da banda Gentileza, que há quatro anos na estrada, acumularam experiência e economias para lançar, esse ano, o tão esperado primeiro disco: Banda Gentileza.
Na bagagem, a banda já tem dois EPs gravados pelo projeto a “Grande Garagem que Grava”, em 2005 e 2007, que registra shows e lança os CDs. Participando do projeto, Heitor, vocalista dos gentis, diz que a banda conseguiu divulgar suas músicas e criar um nome. Mas já era hora de dar um novo passo.
“Gravamos o disco apenas agora por questões financeiras. A gente sempre achou que não valeria a pena fazer um disco de estúdio se não fosse num padrão profissional. Haveria um grande esforço que, provavelmente, resultaria num trabalho meia boca, com o qual talvez não conseguíssemos uma repercussão interessante. Depois de quase cinco anos de banda, percebemos que era hora de investir nessa gravação que sempre sonhamos”, conta Heitor ao Palco Alternativo.
E para comandar a trupe curitibana, recrutaram o produtor Plínio Profeta, o mesmo que já trabalhou com artistas como Pedro Luís e a Parede, Lenine, Tiê, Lucas Santtana, Katia B., O Rappa, Pavilhão 9, entre outros.
“Quando a gente decidiu gravar um álbum de estúdio, concluímos que para alcançar a sonoridade que desejávamos, precisaríamos da ajuda de um produtor. Como nossas músicas apontam uma para cada lado, mudam de uma hora para outra e não tem um estilo muito definido, o produtor teria que ser uma pessoa que conseguisse sacar essa nossa proposta, além de caminhar, livremente, entre as mais diversas referências. O trabalho do Plínio Profeta sempre me chamou atenção justamente por isso”, diz Heitor.
Assim saiu Banda Gentileza, um disco que, em suas 12 faixas, mostra a diversidade e versatilidade dos curitibanos. A gente encontra um violino ali, uma viola caipira aqui, um sax naquela música, guitarra com cavaquinho em outra… e assim vai. (Para baixar o disco, clique aqui)
3… 2… 1… logado e gravando!
Um disco tão esperado não poderia ser gravado sem algo diferente. Pensando nisso, os curitibanos pensaram em algo novo usando, é claro, recursos da web: transmitir a gravação, permitindo que os fãs e outros acompanhassem todo o processo e os dias tensos no estúdio.
“A gente pensou justamente em usar o Youtube e o Twitter para contar as novidades da gravação. Mas faltando um dia para entrarmos em estúdio, a Pamela Leme, nossa produtora, deu a ideia de transmitir tudo ao vivo em som e vídeo. A princípio não sabíamos se era uma boa. Achamos que poderia acabar com a surpresa do disco. Mas logo esquecemos isso. Criamos uma conta no Kyte.tv e, no dia seguinte, estávamos transmitindo tudo o que acontecia dentro do estúdio. Foi uma coisa muito bacana”, conta Heitor.
Com a empreitada, a banda criou um vínculo maior com quem já conhecia o seu trabalho e conquistou outro público, que se interessou e trocou ideias com a banda durante a gravação. “No fim das contas”, conta Heitor, “foi uma ótima experiência. É um negócio que a gente também assistiria se outra banda fizesse o mesmo”.
Assista: Banda Gentileza em: Teu Capricho Meu Despacho
A banda
A Gentileza tem seis integrantes: Artur Lipori (trompete, guitarra, baixo, kazuo), Diego Perin (baixo, concertina), Diogo Fernandes (bateria), Emílio Mercuri (guitarra, violão, viola caipira, ukelele, backings), Heitor Humberto (vozes, guitarra, violino, cavaquinho) e Tetê Fontoura (saxofone, teclado). Mas tudo começou como um quarteto: duas guitarras, baixo e bateria. Até que um dia…
“Quando o Artur começou a tocar trompete, o chamamos para experimentar umas novas linhas. Até porque a gente costumava ensaiar na casa dele e ele estava se sentindo excluído. Gostamos do resultado. Quando gravamos o segundo EP, convidamos a Tetê para montar um mini-naipe com o saxofone. Eu toquei violino por vários anos quando era criança. Resolvemos inseri-lo na banda também. O Diego comprou uma concertina em uma viagem. O Emílio sabia tocar viola caipira e fez um arranjo para Teu capricho, meu despacho. O kazuo também veio de uma viagem da Tetê e do Diogo. Até que o Emílio chegou ao cúmulo de construir seu próprio ukelele com uma caixa de charutos”.
Diversidade explicada, a partir daí, esses instrumentos entraram cada vez mais no processo de produção da banda. “Hoje, o Diogo diz que quem trouxer um instrumento novo vai ter que pagar uma multa. Ou então precisamos de um carro maior”, conta Heitor.
Cena em Curitiba
Ao lado de Pata de Elefante, Sabonetes, Charme Chulo, entre outras, a banda Gentileza tem colocado cada vez mais a cena musical do sul em pauta fora da sua região e, juntas, tornam-se cada vez mais conhecidas no eixo Rio-São Paulo e em outros cantos do país.
“Acho que atualmente o ponto mais interessante da cena de Curitiba é a diversidade. Desde o rock mais tradicional, passando por inventividades caipiras, eletrônicas, instrumentais, indie e outros. E o diálogo entre as bandas está mais intenso do que há alguns anos”, comenta Heitor, que aponta apenas uma falha: a falta de um festival próprio em Curitiba.
E uma última curiosidade Heitor, fora gentileza, o que mais a gentileza tem gerado para a banda?
“Sono. A gente não aguenta mais ter que ensaiar de madrugada, já que é o único horário possível. Mas fora isso, só alegrias! Conhecemos muita gente nova e legal, lugares diferentes, damos entrevista para o Palco Alternativo e muitas outras coisas bacanas”.
Poxa, a gente agradece o prestígio.
Para ouvir os gentis: www.myspace.com/bandagentileza e www.tramavirtual.com.br/banda_gentileza
Twitter: www.twitter.com/bandagentileza e o site oficial: www.bandagentileza.com.br
Tags: banda gentileza -
setembro 23rd, 2009notas, posts por autor: Natasha
Novo álbum do Charme Chulo, "Nova Onda Caipira"
[Natasha Ramos]
A banda de rock caipira Charme Chulo está com disco novo. “Nova Onda Caipira” segundo álbum do grupo já está disponível para audição no MySpace dos caras.
As cópias oficiais do CD poderão ser adquiridas a partir de outubro em seus shows ou por meio do e-mail: charmechulo@gmail.com.
Confira os próximos shows do Charme Chulo:
26/09 – Vilhena/RO – 2º Circuito Cultural Universitário
30/09 – União da Vitória/PR – Cine Teatro ÓperaMais informações: www.charmechulo.com.br/
Tags: charme chulo, videoclipe -
setembro 21st, 2009entrevista, posts por autor: Andréia
[por Andréia Martins]
No ambiente onde cresceu Meno Del Picchia, em Bragança Paulista, o gosto pela arte foi passado de pai para filho. O pai era médico, mas pintava, esculpia e tocava piano por puro prazer. Com o avô materno Zicão, Meno descobriu o som das raízes brasileiras como a catira, a moda de viola e a Folia de Reis. Do bisavô paterno, o poeta e pintor Menotti Del Picchia, herdou o lado modernista. Tudo era um conjunto de pistas do que o futuro reservava para Meno: pinturas, esculturas ou música. A escolhida foi a última opção.
“A música não foi exatamente natural, fui estudar com professores de fora da família e fui me envolvendo. Com certeza essas referências em casa me empurraram para o lado da arte como profissão, como ganha pão e diria até como missão”, conta Meno ao Palco Alternativo.
No início da década de 90, Meno passou a estudar música, dando início às primeiras bandas e parcerias. Agora, depois de anos tocando com nomes como Bocato, Tião Carvalho, Ricardo Teté, Danilo Moraes, Ricardo Herz e Fabiana Cozza, entre outros, ele se desafia ao lançar seu primeiro disco, Meno Del Picchia, acompanhado de Fê Sztok (guitarras e voz), Henrique Alves (baixo) e Cláudio Oliveira (bateria).
A sólida experiência como músico não facilitou a nova empreitada de Meno, que agora se revela para o público mostrando seu lado compositor e cantor.
“É muito mais fácil você acompanhar um artista do que ser o artista, dar a cara pra bater, se arriscar, mostrar suas criações que, de certa forma, refletem um pouco sua intimidade, sua essência, valores e ideias acerca do mundo. O instrumentista fica mais escondido e sua principal preocupação é tocar bem naquele show”, conta ele.
O disco mistura, em 12 canções, rock (nas faixas Perfeição, Sofá, Duvidar de Mim com guitarras marcantes nas músicas), samba (Quando ela samba, A poetisa que casou, Castelo de Pão, Carapia, mais um samba jazz), MPB e baladas, como Acaso, Causar, My Eyes Contact, Receio bobo que, conquista com um verso fofo: “Que receio bobo foi não dar cafuné / Que receio bobo foi deixar pra depois…” e Maju no Sagui, com um violão delicado, feita para filha.
A mistura de sons é resultado da convivência com diferentes músicos, viagens por diferentes estilos e de gente como Charlie Parker, Jaco Pastorius, Herbie Hancock, Radiohead, Los Hermanos, Beatles, Pink Floyd, Gil, Geraldo Pereira, Luiz Gonzaga e por aí vai.
Esse leque de referências facilitou ou dificultou a produção do disco? Meno - A diversidade facilitou a realização do disco e dificultou na formatação de um show coeso e coerente. Foi fácil escolher o repertório do disco. Coloquei as músicas que eu mais gostava de tocar na época e por acaso saiu samba, rock, instrumental, balada, um monte de coisa diferente. O difícil é fazer um show bacana juntando tudo isso.
Quais parcerias você trouxe para esse disco?
Meno - Nas composições não tive parceria com ninguém. Teve parceria na produção com o Juliano Polimeno, que fez algumas programações eletrônicas, e convidei o Bocato, que tocou em algumas faixas, o Tatá Aeroplano, que cantou comigo e tocou seus brinquedos mágicos em No Eyes Contact e o Zé Pi dos Druques tocou guitarra em Acaso. O resto foi bem Meno del Picchia.
E seu lado compositor. É recente ou você coleciona letras já há algum tempo?
Meno – Eu componho desde moleque, desde que aprendi os primeiros acordes. No começo, me lembro que compunha músicas tirando sarro de figuras da minha infância, amigos engraçados e acontecimentos marcantes como uma primeira namorada. As músicas do disco são mais recentes, teve música nova que entrou na última hora e teve música feita há 4 ou 5 anos. Por exemplo, Maju no Sagi, fiz pra minha filha em janeiro e gravamos em abril de 2008.
Achei a capa do disco bem interessante. Qual a história dela?Meno - A capa foi uma ideia conjunta minha e do Ju Polimeno. Ele conheceu meu pai e os quadros dele, foi automático e instantâneo pra nós decidirmos colocar um quadro do Menotti pai na capa. Toda arte da capa está baseada no seu quadro. É uma forma de homenageá-lo. Ele morreu jovem aos 39 anos e deixou muitas esculturas e quadros que nunca foram expostos, nem publicados. Às vezes eu brinco que quero fazer um disco para cada quadro dele pra catalogar sua obra na forma de capas de disco.
O disco solo não vai atrapalhar as parcerias com os velhos amigos, mesmo porque para Meno, o caminho para um instrumentista (que toca com os outros) tornar-se artista (aquele que chama os outros) é gradual.
“O mercado está num momento muito intenso com muita gente lançando trabalhos novos, os lugares para tocar não suportam o volume de trabalhos novos o que torna uma turnê de primeiro disco um negócio arriscado. O outro lado é que muita gente boa me convida pra tocar. Só nesse ano fiz shows com Didier Lockwood e Ricardo Herz, Ricardo Teté, Cris Aflalo, Druques, banda SOS, Margareth Reali, enfim, ainda é inviável para mim, manter a vida na arte sem tocar e criar com essa turma toda”.

Já está pensando no próximo disco?
Meno - Tenho pensado muito, quero gravar no ano que vem. As músicas estão prontas, a única coisa que não tá pronta é a conta bancária (risos). É uma brincadeira cara gravar disco, mas eu não quero parar no primeiro. Tem muita música que ainda quero mostrar.
Você vai lançar o disco em São Paulo no dia 29 de setembro, no SESC Pinheiros. O que o público pode esperar desse show?
Meno - Vou tocar o disco inteiro no formato quarteto que está com uma pegada de rock bem forte. Estamos puxando os sambas e baladas paro lado mais rock do disco. Aliás, a banda é composta por Fê Sztock na guitarra e backing vocal, Henrique Alves no baixo e Cláudio Oliveira na bateria. Vou tocar uma música nova, só eu e violão, chamada Primo Raimundo e vou tocar uma versão que fiz para House of Cards do Radiohead.
Ouvi falar dessa versão de House of Cards, mas não consegui ouvir. Ela tem algum significado especial para você?
Meno - Adoro Radiohead, foi um dos melhores shows que assisti na minha vida. House of Cards, para mim, fala de como as coisas podem mudar facilmente, ruir, melhorar, enfim, acho que a poesia da letra fala da transitoriedade de tudo na vida e de como temos que tentar manter a serenidade, mesmo que tudo entre em colapso ao nosso redor. Além disso, tem um riff de guitarra matador. A minha versão é uma versão mais intimista e simples, menos forrada de ruídos e texturas que a do Radiohead. Ao mesmo tempo, toco ela mais solta e improvisada, citando o riff deles e colocando melodias de guitarra que são criadas na hora com a banda me seguindo sem muito combinado.
Quem quiser conhecer mais do som de Meno é só acessar: www.myspace.com/menodelpicchia ou aparecer no Sesc Pinheiro, no dia 29 de setembro para o show de lançamento do disco.
Tags: meno del picchia -
setembro 15th, 2009posts por autor: Carol, raio-x
A mineira Roberta Campos desponta no cenário musical com som intimista e autoral
[por Carolina Cunha]
2008. Roberta Campos acabara de sair de uma reunião que mudaria a sua vida. O assunto? A chance de emplacar uma música numa rádio de São Paulo. “Vamos tocar sua música”, disse o diretor da rádio Nova Brasil FM.
A canção era Varrendo a lua, do seu disco de estreia Para aquelas perguntas tortas. Recheado por 14 baladas que flertam com o folk e a MPB, chamou a atenção de gente como Marcelo Camelo, que declarou à Rolling Stones: “É para gente como Leandro Tavares ou Roberta Campos cantar que eu componho”.
“Eu fiquei muito surpresa e feliz. O Marcelo é um cara que admiro muito e um dos meus maiores ídolos, por um momento eu não acreditava que estava lendo aquilo. Mas isso foi um dos acontecimentos ligados a ele. Antes disso, ele chegou a ver um vídeo meu no YouTube cantando a canção dele, Doce Solidão, entrou em contato comigo para que eu fosse num show dele aqui em São Paulo e quis me conhecer, foi fantástico. Tudo isso é fantástico”, diz Roberta.
Para produzir o disco, a mineira adotou radicalmente o lema “faça você mesmo”. Gravou tudo na sala de seu apartamento, em São Paulo, em meio ao barulho dos carros. A fabricação caseira fez Roberta aprender sobre programas de edição de computador e sobre a arte de se virar sozinha. “Foi muito trabalhoso, afundei nas pesquisas do Google”, diz ela rindo.Além do som, ela também fez os desenhos e chegou a cortar o papel do encarte do CD. Resultado final: um disco simples, cheio de graça, repleto de melodias embaladas por uma delicadeza acústica no formato voz e violão.
A música no rádio abriu as portas que Roberta precisava. “Me deu mais força e me fez acreditar ainda mais no que faço. Consegui tocar mais e as pessoas passaram a me conhecer. Sempre que me apresento em algum lugar e toco Varrendo a Lua vejo as pessoas se manifestando, cantando junto, é demais”.
Para lançar o disco, Roberta criou também um selo, o Xaxim Music, tudo para deixar o trabalho mais profissional. No momento, lançar outros artistas ainda não está nos planos. “Mas quem sabe no futuro”…
O início
Roberta nasceu em Caetanópolis, terra natal da cantora Clara Nunes, e morou em Paraopeba, com a avó. Deu os primeiros passos na música ainda adolescente e nunca mais perdeu a vontade de compor e viver de música.
“Eu sempre gostei muito de cantar e chamava as minhas amigas e minhas irmãs pra cantar, era minha brincadeira preferida. Daí, passei a perceber que conseguia fazer aquilo melhor que elas. Para comprovar isso, um dia ouvi minha vó dizer que eu sabia. Daí acreditei”, conta ela ao Palco Alternativo.
Aos 12 anos fez uma versão para a música On My Own, de Nikka Costa. Depois vieram suas primeiras composições.
Um coração na mão, o violão na outra
As composições iam brotando com energia e ela seguia com suas apresentações em bares locais. Até o dia em que decidiu vir a São Paulo para o show de Alanis Morissette. Ela não só viu o show como conheceu um paulistano e se apaixonou. Uma daquelas viradas do destino. Os dois namoraram à distância, casaram-se e Roberta fez as malas para viver na metrópole. Isso há 5 anos.
“Foi bastante complicado por não conhecer ninguém, deixar a família pra trás, amigos… Nesses cinco anos fiz muitos amigos, conheci São Paulo e descobri o quanto esse lugar me faz bem. Levei minha música por aí e continuo levando e buscando cada vez mais e mais coisas boas, e fazer ainda mais parte de São Paulo”, relembra Roberta.
Nem precisou de muito tempo para despontar na cena musical da cidade. Generosa com o público, não tem pressa de acontecer. Roberta está com a agenda cheia e toca onde for chamada.
Os anos em São Paulo não tiraram seu jeito bem mineiro de ser, preservado e evidente em suas apresentações. Ao vivo, é duas em uma: a garota tímida do interior de Minas, que se esconde sob a boina e os óculos, mas que em minutos, se transforma em outra, mais forte acompanhada de uma dupla de peso, sua voz e seu violão.
Próximos passos
O segundo disco tem previsão de sair até o final do ano pela Deck Disc. Dessa vez ela vai ganhar banda e uma produção afiada, mas o difícil mesmo será a escolha do repertório, já que ela mandou mais de 100 músicas para a gravadora.
Se as músicas vão seguir a fórmula do primeiro disco, com letras e melodias românticas e leves, ela ainda não revela. “A música flui. Tudo acontece muito naturalmente, é o que sinto naquele momento, é complicado responder sobre a atitude, porque sinto tudo muito inconscientemente”.
MySpace: www.myspace.com/robertacampos
Jogo rápido
Seu estilo: “Acho que não da pra definir, às vezes penso nisso e não chego a nenhuma conclusão. Acabei fazendo um mix de tudo e jogando nas minhas canções”.
Sua música mais especial: “De Janeiro á Janeiro, porque a fiz para o meu namorado, hoje meu marido! Essa música foi a coisa mais verdadeira e cheia de sentimentos que fiz até então”.
Quem tem chamado sua atenção: “Dandy, um poeta cantador, como ele mesmo se apresenta. É fantástico como ele é autêntico, e como sua música tem sentimento e amor”.
Você e seu violão são inseparáveis? “Somos sim! Costumo dizer que meu violão é parte do meu corpo, sem ele parece faltar um braço. Não consigo passar um só dia sem dedilhar e cantar uma notinha que seja”.
Quando não está cantando ou compondo: “Adoro assistir filmes, ouvir música, bandas e cantores novos, ir a shows, andar pela Paulista sem compromisso, horário. Ler, ver vídeos na internet, sair e conversar com amigos, ficar jogada no sofá sonhando sem limites”. (risos)
A melhor resposta para aquelas perguntas tortas: “O meu amor”.
[Carolina Cunha - Brasiliense e neo-paulistana, é formada em publicidade pela ESPM e atualmente estuda jornalismo na PUC. Trabalha com comunicação, alimenta-se de batidas sonoras e acha que música boa é aquela que dá vontade de apertar o play - mais de uma vez]
Tags: roberta campos -
setembro 11th, 2009posts por autor: Natasha, raio-x
Álbum de estreia "Trilha Sonora Intuitiva", da banda Fotograma
[por Natasha Ramos]
Com músicas baseadas em arranjos de violão hipnóticos, com nuances de jazz, folk e MPB, temperadas com letras que falam dos sentimentos e da condição humana, a banda Fotograma vem tomando espaço na cena indie atual.
Recentemente, o grupo lançou seu álbum de estreia Trilha Sonora Intuitiva e clipe do single Reticências, disponível no Youtube, e está com a agenda cheia de shows para lançar o disco. Confira o Raio-X da Fotograma!
Início e integrantes
Como dissemos no começo desta matéria, a Fotograma começou como um projeto idealizado por Luiz Campos Jr. (violão, voz, guitarra e gaita), em 2005, ano em que lançou seu primeiro registro, Sensorial, gravado com a participação de amigos.
Foi em meados de 2007 que Luiz decidiu oficializar seu projeto como banda. A princípio, chamou Mariana Cetra (voz, piano, acordeon e flauta) — que participou do EP Sensorial —, mas não demorou muito para que Carlos Costa (contra-baixo), Paulo Matos (guitarra) e Fábio Barbosa (bateria) fossem incorporados à formação da Fotograma.
“Conheço todos eles há muito tempo, bem antes de formar a banda”, conta Luiz em entrevista ao Palco Alternativo. “Quando senti vontade de, realmente, transformar o projeto em banda pensei neles, pois gostava do estilo com que todos tocavam”, completa.
Antes da Fotograma, porém, Luiz chegou a tocar em outra banda, chamada Comespace, e Paulo tocou na Post, ambas extintas. Carlos concilia seu tempo com outra banda, a Continental Combo, assim como Barbosa, que toca na Gasolines.

- Os vocalistas Luiz Campos e Mariana Cetra

Paulo Matos (guitarra) e Carlos Costa (Baixo)
Nome e influências
Denomina-se fotograma cada uma das imagens impressas quimicamente na fita de celulóide do cinematógrafo. Em termos mais simples, é cada um dos quadradinhos (as fotografias) do filme revelado.
“Eu gosto muito de fotografia e cinema. Acabei tirando esse nome, justamente, dessa minha paixão por esses dois elementos”, explica Luiz. “A questão da imagem também está bem presente nas composições. A intenção é trabalhar a música enquanto imagem, cada música passa uma imagem”, acrescenta.
As influências da banda são diversas, vão desde música clássica até guitar bands. “Gosto muito de Beethoven, Beatles, Milton Nascimento, Tom Jobim, Chico Buarque, mas também guitar bands, como Jesus and Mary Chain”, conta Luiz.
Com tantas sonoridades mescladas fica difícil definir exatamente o som da Fotograma. Cada integrante traz a sua centelha musical ao todo, formando uma massa sonora criativa.
“É difícil rotular o som, mas basicamente é uma mistura de folk, rock, jazz e mais alguma coisa que não sei dizer o que é”, explica um Luiz, ligeiramente hesitante.
“A música Bêbadotempo, por exemplo, é uma mistura de jazz, maracatu e música brasileira. Cada música possui sua história e sonoridade próprias, por isso acredito que o som do disco seja bastante rico”, completa.
Músicas, clipe e inspirações
O disco ao qual ele se refere é o recém lançado Trilha Sonora Intuitiva, primeiro trabalho oficial da banda, que antes havia lançado os EPs Anda, Corre, Voa (2006) e Sensorial (2005) bem ao estilo homemade.
Sobre as inspirações para compor as faixas, Luiz explica: “meu método é muito intuitivo, tenho facilidade de colocar para fora meus sentimentos através da música. Neste álbum, falamos sobre a desvalorização do ser humano, que perdeu um pouco sua identidade. As músicas tratam ainda dos sentimentos humanos e como tentar seguir em frente e vencer todos os males que nos cercam.”
“’Anda, Corre e Voa’, primeira música que fiz em parceria com Mariana, é quase um manifesto de libertação da alma, foi o ponto de partida para a construção da banda”, completa.
O disco está à venda na Sensorial Discos (sensorialdiscos@uol.com.br / Tel.: (11) 3333-1914) por R$ 15, com frete incluso para todo o Brasil.
A banda também acabou de lançar o clipe da música “Reticências” no Youtube. Vale a pena conferir:
Confira as datas dos shows de lançamentos do “Trilha Sonora Intuitiva” em SP:
11 de setembro, às 23h – Berlin | La Noche Cool - R$10
24 de Setembro, às 18h – Projeto Som Jovem | Metrô Santa Cecília – Gratuito
09 de outubro, às 23h – Funhouse - R$ 15 para homens e R$ 10 para mulheres
22 de outubro, às 21h -Livraria da Esquina – R$ 15
Tags: fotograma


