O som despretensioso e criativo de “um homem sem juízo”


Pélico. Foto: Cristiano Andrighetto / Arte: Binho Miranda

[Natasha Ramos] Ele já tocou ao lado de Elza Soares, Marcelo Nova e Rebeca Matta, participou do Prata da Casa no SESC Pompéia, foi finalista do concurso de bandas promovido pela revista Capricho e pelo site Tramavirtual e entrou para a coletânea Ano Um, compilação da revista virtual O Grito!, que reúne algumas das melhores promessas da música independente brasileira. Essas são apenas algumas das referências de Robson Pélico, ou somente Pélico, como adotou artisticamente.

“Este é meu sobrenome. Gosto da estranheza dele. Várias pessoas me perguntam se é um apelido, uma banda, um nome grego, italiano… (risos). Me divirto com isso”, comenta Pélico.

Este paulistano começou a tocar violão sozinho,  inspirado por seu avô. “Ele era músico e desde moleque eu ficava vendo meu avô tocar suas serestas. Acho que veio daí a minha vontade de ser músico”, conta.

Enquadrar o som do Pélico em um gênero específico é uma tarefa árdua. Em seu MySpace (/pelico), ele está classificado como canção popular melodramática. Já em sua página na Tramavirtual, como Indie Pop. Há quem diga que é um pós-rock passando por guitarras flamencas, MPB e pop psicodélico. O que se pode dizer é que ele faz parte dessa leva de novos músicos, cujo trabalho vale a pena prestar atenção, a exemplo de bandas como Cérebro Eletrônico, Bazar Pamplona e Rafel Castro & Os Monumentais, que ele cita como algumas de suas influências contemporâneas. “Também gosto muito de Beatles, Mutantes, Raul Seixas, Stevie Wonder, Tom Zé e Roberto Carlos”, comenta.

Pélico começou a tocar profissionalmente em 2006. Um ano depois, lançou o EP homônimo, com seis músicas, uma prévia de seu CD de estréia. Intitulado O Último Dia de Um Homem Sem Juízo, seu primeiro disco de estúdio foi lançado em 2008, pelo selo Monga Records. Foi a partir daí que as coisas deslancharam e os convites começaram a aparecer.

“O CD tem músicas de partir o coração dos mais românticos, sempre com um complemento inesperado, seja um acordeom aqui, um ruído acolá, um refrão que não se esquece, acompanhado de uma guitarra forte”, descreve.

Na banda que o acompanha pelos palcos estão alguns nomes conhecidos por seus trabalhos em outras bandas/projetos: Jesus Sanchez (baixista do Los Pirata), Régis Damasceno (guitarrista do Cidadão Instigado) e Richard Ribeiro (do projeto solo instrumental Porto).

Além dos projetos para os quais foi convidado, como o Prata da Casa, do SESC Pompéia e a terceira edição do Viagens Raul Seixas, no qual tocou ao lado de Elza Soares, Marcelo Nova e Rebeca Matta, em 2008, Pélico participou do programa Oi Novo Som; do festival No Capricho/Tramavirtual e da Virada Cultural em Bauru (interior de São Paulo).

“O Prata da Casa é um projeto respeitável, e eu fiquei muito feliz de participar”, comenta Pélico. “Além disso, participar da homenagem ao Raul Seixas foi uma das melhores coisas que já fiz. Sou muito fã dele, adoro suas músicas e a visão que ele tinha da música popular. E quando me chamaram pra cantar ao lado do Marcelo Nova, Elza Soares e Rebeca Matta, eu nem acreditei. Foi incrível!”, acrescenta.

Além disso, o músico já tocou em diversas casas de show em São Paulo, como Studio SP, Tapas Club, Clube Berlim, Funhouse, CB Bar, Centro Cultural São Paulo, SESI Vila Leopoldina, além de SESCs pela capital e interior. Em outras cidades, apresentou-se no Bar do Zé (Campinas), James Bar (Curitiba), Bar Ocidente (Porto Alegre) e Bar São Mateus (Belém).

E já tem um novo disco vindo por aí. Pélico está finalizando o segundo CD, que deve lançar em abril deste ano. “Depois disso, quero tocar bastante para divulgá-lo”.

www.pelico.com.br
www.myspace.com/pelico
www.tramavirtual.com.br/pelico
http://www.musicadebolso.com.br/videos/volume52/

*Publicado originalmente por Natasha Ramos na revista Almanaque Saraiva.

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