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This article was written on 17 ago 2011, and is filled under notas, resenhas.

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As canções mágicas de Zach Condon

Beirute lança terceiro disco, mais pop


[por Andréia Martins]

Zach Condon está de volta com mais sonhos e seu punhado de canções mágicas. O terceiro disco do Beirute, Rip Tide, caiu na rede essa semana, bem antes do lançamento oficial, marcado para 30 de agosto.

Para quem acompanha o trabalho da banda de Zach Condon, o novo disco traz uma sonoridade que é simples e ao mesmo tempo sofisticada, como  nos trabalhos anteriores. O ukelele, o trompete, os instrumentos barrocos, o clima de cabaret, está tudo lá, assim como os momentos instrospectivos de Condon. No trabalho deste jovem trovador, você nunca sabe se alegria é melancolia ou vice e versa.

Rip Tide é o disco que todos esperavam depois de The Flying Club Cup, lançado em 2007, um disco onde a banda fez uma ode às canções tradicionais da França, mas talvez não para suceder March of the Zapotec/Holland (2009), onde Zach e cia flertaram bem com a eletrônica e outros elementos.

Embora não seja um álbum inovador na carreira da badna, os trabalhos anteriores de Zach e cia lhe dão um aval precioso: no caso do Beirute, o mais do mesmo, parece, será sempre bom. Até porque, não há como ir contra um dos pontos fortes da banda: as boas composições. E essas, continuam lá.

O disco traz nove faixas, entre as quais se destacam “The Candle’s Fire”, que abre o álbum, “Santa Fe”, dançante e na qual ele brinca com o sentido de lugar e tempo [a música leva o nome da cidade onde ele cresceu no México, talvez por isso seja a mais contagiante do disco], “East Harlem”, “Goshen”, que traz um dueto entre a voz de Condon e o piano, e “Port of Call”, que encerra o disco. Agora é aguardar para ver se a trupe passará novamente por terras brasileiras com seu novo baú de canções mágicas.

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