Stranger Danger toca no Queers & Queens

Stranger Danger :: Da esq. p/ direita: Stronb, Lucas, Diego e The Freaky. Foto: Thiago Sotnas

“Somos uma banda para se escutar e curtir seja para uma roda de bate-cabeça ou para um close de bate cabelo”, diz vocalista da Stranger Danger

[Por Natasha Ramos]

Atração do festival Queers & Queens, que acontece neste fim de semana (12 e 13/4), em São Paulo, a paulistana Stranger Danger é uma das bandas que merecem atenção. Com influências que passeiam livremente entre o garage rock, o punk, o hardcore, o soul e o funk, o grupo leva na bagagem dois singles que valem a pena ouvir: a glam rocker “Genderplay” e “Wild & Young”. Suas letras retratam o cotidiano do jovem contemporâneo, seu comportamento, sua sexualidade e sua forma de enxergar e vivenciar o mundo. Liderada pelo carismático vocalista, Leandro Vilela, mais conhecido como The Freaky, completam a formação da banda Diego Ramos, na bateria, Lucas Silva, na guitarra, e Marcos Goes, a.k.a. Stronb (com N mesmo), no baixo. Confira o papo rápido que tivemos com a banda!

PalcoAlternativo: Quando e como nasceu a Stranger Danger?
The Freaky: Lucas, Diego e Stronb já tocavam como um power-trio de hardcore/punk, mas resolveram chamar alguém para assumir os vocais. Eu já conhecia o Lucas, trabalhávamos na Fnac. Em novembro de 2011, ele me fez a proposta e aceitei na hora.O primeiro ensaio foi o suficiente pra ver que a coisa fluiria bem.

PA: Como se deu o convite para o festival?
TF: Eu soube sobre o festival em 2012, por meio de uma matéria sobre o Q+Q feita pela revista Junior e, desde então, eu coloquei como meta tocar nesse festival. Conheci a galera da banda Teu Pai Já Sabe?, que me apresentou para o Shamil e o Hanilton, idealizadores do festival. Quando fomos selecionar uma música pra gravar,escolhemos “Genderplay” por ela ser uma das favoritas e  ter a cara do Q+Q.

PA: Sobre o que fala a “Genderplay”?
TF: “Genderplay” fala sobre meninos que gostam de fazer “coisas de meninas” e vice-e-versa. Sobre transgredir limitações de gênero na forma de se comportar.

PA: Além dessa música, vocês têm mais uma gravada, certo?
TF: Temos, atualmente, duas músicas gravadas: “Genderplay” e “Wild & Young”. Estamos gravando uma a uma. A indústria da música está em um momento interessante: não há, como antigamente, a necessidade de ter um álbum inteiro para que a banda possa se divulgar. Um exemplo disso é a dupla californiana Deap Vally, que lançou quatro singles “soltos” antes de lançarem um álbum completo. Isso não as impediu de excursionar e se divulgar. Estamos no mesmo caminho.

PA: Qual a expectativa de vocês para o show?
TF: A expectativa é grande, pois o festival traz à banda a possibilidade de ser vista e ainda de ser vista fazendo parte de um festival com um excelente propósito: o de mostrar que o rock continua sendo trilha sonora de transgressão e quebra de tabus, afinal, gays também curtem rock!

PA: O que vocês acham de participar desse festival, com esse viés engajado contra a homofobia?
TF: Achamos ótimo. Eu, especialmente, por ser bissexual e realmente ter a intenção de fazer a diferença no que diz respeito a questões contra a homofobia e o machismo e a favor da inclusão social. Sim, sou um idealista!

PA: Quais músicas vocês irão tocar?
TF: Tocaremos músicas de artistas que nos influenciam e nossas músicas próprias, as duas gravadas e as várias outras que ainda não estão gravadas, como a “Dance With a Stranger”, que fala sobre convidar alguém pra dançar de forma engraçada. É importante mostrar, não apenas o nosso som, mas também os sons q nos influenciaram a montar nossa banda.

PA: Cinco bandas que não podem faltar no iPod de vocês?
TF: Foo Fighters, Hot Water Music, Spice Girls, Misfits e Placebo.

Banda Stranger Danger. Foto: Thiago Sotnas

Sobre o festival Queers & Queens

A terceira edição do Queers & Queens acontece neste fim de semana (12 e 13/4) e reúne 10 bandas de queer rock, entre elas, a supracitada Stranger Danger, a veterana Dance of Days e o ex-Cansei de Ser Sexy, Adriano Cintra, em sua fase solo. Além dos shows, palestras e manifestações serão realizadas no tradicional Dynamite Club, em São Paulo, durante os dois dias do festival, sempre a partir das 15h. A entrada custa a bagatela de R$10.

Idealizado pelos produtores culturais Shamil Silva e Hanilton Scofield, o festival adota o seguinte critério de seleção para as bandas: ao menos um dos integrantes tem que ser assumidamente homossexual. Todos os grupos são ligados ao punk, apoiadores da contracultura e da causa gay.

Além da Stranger Danger, Dance of Days e de Adriano Cintra, fazem parte da programação as bandas Hollowood, Horace Green, Chalk Outlines, The New Bats, Ataque à Jugular, Derrota e Jesus Macaco, e os DJs Lucas Andrade, Thais Maranho, Dave Santos e Vini Maran.

Veja mais informações sobre o line-up do festival.

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