Flashmob Bowie

Foto: Leonardo Veras
Fãs dançam em frente ao MASP nesta segunda-feira (11) no Flashmob em homenagem a Bowie.

Texto por Natasha Ramos
Fotos por Leonardo Veras

E lá se vai mais um grande nome da música mundial. O camaleão do rock morreu neste domingo (10), aos 69 anos, vítima de câncer que enfrentava há um ano e meio, e deixou órfãos seus milhares de fãs espalhados pelo globo.

Ao longo desta segunda-feira (11), músicos e outros artistas lamentaram a morte de Bowie. “Palavras não podem expressar: descanse em paz, David Bowie”, disse o músico e produtor Brian Eno, em seu Twitter. “David Bowie, você fará muita falta. “Changes” e “Ziggy Story” foram as maiores influências para mim”, comentou Gene Simons, do Kiss, também em sua conta no Twitter.

Por aqui, os fãs de Bowie rapidamente organizaram um flashmob no vão livre do MASP, em São Paulo, por meio das redes sociais, para homenagear o músico. A ação, marcada para começar às 18h, foi um misto de vigília e festa. Havia velas acesas e pessoas dançando no meio da rua, em frente ao museu. Por volta das 20h, houve um pico de pessoas no local, que reuniu cerca de 50 admiradores do músico.

O engenheiro de som e produtor Gabriel Peret (28), que estava presente no evento, comentou ao Palco sua sensação hoje quando recebeu a notícia: “Foi um soco na cara logo de manhã“. Também comentou seu primeiro contato com a obra do camaleão: “Eu comecei a ouvir David Bowie pelo [disco] Aladin Sane, depois escutei todo o resto. Diamond Dogs é o meu preferido”, afirmou.

Gabriel Peret dança no Flashmob Bowie. Foto: Leonardo Veras
Gabriel Peret dança no Flashmob Bowie

Para o publicitário e idealizador do SP da Garoa, Rafael Gushiken (34), também presente no evento, disse que receber a notícia da morte do camaleão foi como “saber da morte de uma pessoa próxima, como um parente ou um amigo, justamente por suas músicas e sua expressão artística estarem tão ligadas intimamente a minha vida”.

“Meu primeiro contato com Bowie foi na infância, quando meu pai me levou no cinema para assistir ao filme Labirinto, desde então, fiquei aficionado por ele”, acrescenta.

Bowie marcou a vida não só de Gushiken e Peret, mas de uma legião de outros fãs que expressaram suas tristezas pela perda do músico nas redes sociais. E é com um misto de melancolia e nostalgia que os fãs se despedem de seu ídolo.

Menina acende vela em espécie de vigília no evento
Menina acende vela em espécie de vigília realizada durante o evento
Fãs acendem velas em vigília durante o evento
Fãs acendem velas em espécie de vigília durante o evento
Fãs de Bowie cantam em Flashmob em homenagem ao músico
Fãs de Bowie cantam músicas do camaleão, em Flashmob em homenagem ao músico

Blackstar

Parecia que David Bowie estava prevendo que o fim estava próximo. Apenas três dias antes de sua partida, o camaleão presenteia seus fãs com Blackstar, disco soturno e experimental.

O 25o álbum de Bowie traz referencias à morte, combina elementos do jazz eletroacústico e rap contemporâneo na sonoridade, e faz referência à Bíblia e ‘Laranja Mecânica’ nas letras.

“O objetivo era evitar o rock and roll”, disse o produtor Tony Visconti, em entrevista à revista Rolling Stone. Blackstar tem sete faixas longas, a maior, a faixa-título, tem dez minutos e nenhuma tem menos que 4:30min. Ele é menos pop e mais “difícil de digerir” do que The Next Day (2013), mas recebeu mais elogios da crítica do que seu álbum anterior.

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