O Stoner da Mad Monkees

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A banda cearense lança seu disco de estreia, gravado em parceria com o produtor Carlos Miranda

[Por Natasha Ramos]

Com um pé no stoner e o outro no rock’n’roll, a banda cearense Mad Monkees apresentou seu disco de estreia homônimo no último dia 10, no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Gravado em parceria com o produtor Carlos Eduardo Miranda, o disco conta com uma série de participações especiais, entre elas Emmily Barreto, da banda Far From Alaska, nos vocais de “I Cannot Feel”.

Formada por Felipe Cazaux (voz e guitarra), Capoo Polacco (guitarra), Hamilton de Castro (baixo) e PH Barcellos (bateria), a Mad Monkees vem apostando numa sonoridade firme e forte, que evidencia o caráter maduro e bem executado de suas músicas, muito pela vasta experiência dos músicos em projetos anteriores.

“Todos os músicos da banda já participam ativamente da noite de Fortaleza, tocando em diversos projetos diferentes. Eu tenho um trabalho solo de Blues há 10 anos, e já tocava com Hamilton e Capoo, como o trabalho estava ficando muito Rock pensamos em montar um projeto mais pesado com a participação do baterista, PH Barcellos. Em março de 2015, depois de termos dividido o palco algumas vezes, começamos a compor para o primeiro EP, lançado ainda em 2015”, conta Felipe.

O disco Mad Monkees tem dez canções com letras que abordam questões políticas e sociais, como “Profit Over Doom”, assim como “Bombman”, que fala sobre as guerras espalhadas pelo planeta. “I Cannot Feel” retrata as relações das pessoas e como elas se conectam.

Com bom humor e a energia no palco, o grupo já se apresentou em vários festivais ao longo dos últimos três anos, entre eles o Festival DoSol e Suado, ambos no Rio Grande do Norte, Feira da Música, Maloca Dragão, Ponto CE – onde abriram o show do Soulfly, banda do ex-vocalista do Sepultura (Max Cavalera) -, Dragão do Metal, Rock-Cordel, Festival Bananada e Grito Rock.

O Palco conversou com Felipe Cazaux para saber mais sobre a banda. Se liga na entrevista!

Palco Alternativo: Vocês se apresentaram recentemente no Sesc Belenzinho. Vocês moram em São Paulo?
Felipe Cazaux: Não, apenas o guitarrista, Capoo. Os outros moram em Fortaleza, mas pretendemos vir morar em São Paulo sim. Muito por causa da facilidade em fazer contatos e conseguir mais shows em outras regiões do país, pois como o Nordeste é um ponto turístico do país, muitas vezes encarece nossas viagens.

Palco: Quais são as influências da banda?
Felipe: A banda tem diversas influências, desde músicos de Blues tradicional e moderno a bandas de Rock modernas como Royal Blood e Muse. Também passa por muita influência dos anos 90 como o cenário grunge e alternativo, metal tradicional, Thrash e clássicos do Rock. De bandas eu acho que as maiores influências são Black Sabbath, Metallica e Foo Fighters.

Palco: Vocês acabaram de lançar o disco de estreia homônimo, com uma sonoridade pesada e densa, mas, por vezes, com um ar descontraído. Como é o processo de composição das músicas?
Felipe:
Normalmente, eu trago algumas bases prontas com letras e melodias, a banda entra com suas ideias nas estruturas e arranjos, o que acaba transformando a composição e deixando com a cara da banda. Gostamos muito de tocar as músicas ao vivo e sentir a reação das pessoas, pra saber se funciona como imaginamos.

Palco: Como você descreveria a cena de música alternativa do Ceará, de onde tem saído boas bandas como vocês e a Jonatta Doll e os garotos Solventes?
Felipe: O cenário da música cearense é muito rico, pois a cidade dá um bom apoio e os equipamentos culturais fazem seu papel na promoção desses trabalhos. Destaco o trabalho das bandas Lilt, Jack the Joker, Swan vestas, Sundogs, Nafandus e Casa de Velho. São excelentes trabalhos que vem pra somar ao nosso e divulgar mais o que vem de Fortaleza, e do Ceará. Jonatta é meu conhecido há muitos anos, eu o conheço desde adolescente quando ele tocava ainda na Cobaia, banda que eu já curtia bastante. A mulher grávida no clipe dele é uma grande amiga minha (risos).

Palco: Há algum fato marcante na trajetória da banda?
Felipe: A gravação com o Miranda, obviamente. Esse foi o fato e a experiência mais marcante da banda até agora, uma grande experiência que queremos repetir.

Palco: Quais os planos para o futuro?
Felipe: Estamos focados no novo álbum, mas já temos músicas sendo construídas para um novo material, devemos lançar ainda um clipe esse ano e continuar nossa tour que tem sido muito boa. Próxima etapa será pelo Nordeste. Além do desejo de tocar em vários Festivais que estão espalhados pelo país e exterior.

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