Os álbuns do Sonic Youth do pior para o melhor

Confira o ranking dos 17 álbuns do Sonic Youth do pior disco para o melhor de acordo com a Far Out Magazine

Por Ricardo Leite

Enquanto seguimos em quarentena, ou ao menos com longos períodos em casa, vamos atrás de novidades do mundo da música, mas também buscamos relembrar grupos, discos e momentos marcantes. Pensando nisso o Palco traz uma listagem da icônica banda Sonic Youth, feita pela revista britânica Far Out Magazine, com um ranking dos discos da banda do pior ao melhor.

Nesse momento que ainda não podemos curtir uma festa e usar aquela camiseta da Sonic Youth já amarrotada no armário, o jeito é ouvir os trabalhos dessa incrível banda em casa mesmo. Se não concordar com a lista, use os comentários para desabafo. Bom som!

17 – NYC Ghosts & Flowers (2000)

Difícil salvar algo desse álbum. A banda, que sempre trabalhou numa ampla área da música, parece ter ido muito para fora de seu campo, esse disco avant-garde tem pouco, ou nada, de Sonic Youth.

16 – Whitey Album (1989 – as Ciccone Youth)

O disco que o Sonic Youth faz com Mike Watt (Minutemen) com muito experimentalismo em cima das músicas da Madonna é no mínimo difícil de experienciar, as canções por vezes ficam tão perto de apenas barulho que é complicado tirar algo. Um ponto interessante é a versão de ‘Into the Groove’, no qual vocais e samples combinam e se completam.

15 – Confusion is Sex (1983)

Um Sonic Youth ainda muito experimental e procurando seu som se apresenta em Confusion is Sex. A banda ainda patinava na carreira e procurava aquele diferencial que iríamos ouvir nos próximos álbuns. Porém, para os fãs esse disco tem outro significado, ali já pode-se (apesar de por baixo de toneladas de outros sons) ouvir algo do que é a banda em momentos mais equilibrados.

14 – Sonic Youth (1982)

Como o disco anterior, esse trabalho homônimo do início dos anos 80 tem algo do que viria a ser o Sonic Youth em seu ápice, mas certamente ainda difícil de compreender. A banda aqui ainda é mais um ataque ao que estava rolando no rock nessa época do que a construção de algo novo. O EP, de apenas cinco músicas, é cru, experimental, direto.

13 – The Eternal (2009)

O último disco é exatamente o que um último trabalho não deveria ser na mente de qualquer músico. Aqui se ouve uma banda já sem muito o que falar e pouco do som imaginativo e diferente do grupo, com a maior parte das músicas reproduzindo o que já se ouviu várias vezes nos trabalhos anteriores da banda.

12 – Experimental Jet Set, Trash and No Star (1994)

Esse é um álbum de volta às origens, porém não com o resultado que seria esperado. A banda estava cansada dos trabalhos anteriores e tentou uma volta a crueza e experimentalismos, mas apesar de alguns momentos interessantes pouco se tira desse trabalho além da faixa “Bull In The Heather”, uma canção que sem dúvida se destaca em um disco estranho e um pouco perdido entre os trabalhos da banda.

11 – Rather Ripped (2006)

Esse é um álbum que pode-se colocar a palavra “estranho” não no sentido usual de quando falamos de Sonic Youth. Rather Ripped é bem feito e interessante, porém, não o que se espera de um disco da banda. Para além dessa estranheza é um bom disco, bem pensado e com ótimos momentos, como em “Incinerate”, música que mostra bem o trabalho da SY nessa época.

10 – A Thousand Leaves (1998)

Pode estar em décimo lugar, mas é sem dúvida um bom disco. A Thousand Leaves, assim como o doce de mesmo nome, é saboroso. Todas as músicas estão bem harmonizadas e se ouve o trabalho de reflexão de cada faixa. Já um grupo maduro e bem centrado em seu som, o SY desse disco une o experimentalismo com o equilíbrio que faltou em outros trabalhos.

9 – Bad Moon Rising (1985)

Bad Moon Rising carrega o experimentalismo dos discos anteriores e o “barulho” de alguns sons e condensa em músicas mais próximas do movimento que a banda faria em seus melhores momentos. Esse álbum também marca a entrada na banda de Steve Shelley na bateria. Esse não é um disco espetacular mas carrega uma noção de “primeira vez” do que seria o noise do próprio Sonic Youth e de outras bandas desse período.

8 – Washing Machine (1995)

Apenas um ano após o ruim Experimental Jet Set, Trash and No Star a banda volta com um disco totalmente diferente e completamente inovativo. Esse é um disco que coloca o grupo como um dos grandes do rock (não apenas o “alternativo”). Todo o disco é abstrato mas ao mesmo tempo com uma sonoridade que se conecta com sentido. O destaque fica mesmo com a faixa final, de quase 20 minutos, “The Diamond Sea”, uma jornada com muita distorção mas também com instrumental pacífico e bem armado.  

7 – Sonic Nurse (2004)

Esse é um disco que divide opiniões. Para alguns é o primeiro dos álbuns de menor qualidade dos últimos anos da banda, para outros é o ápice do que a banda procurava nas mudanças para um som menos inaudível e um marco para a sonoridade das bandas independentes dos EUA. “Pattern Recognition” e “Dripping Dream” possuem uma sonoridade menos suja e crua, mostrando que a banda também procurou uma versão mais “clássica” do rock, sem deixar jamais de ser Sonic Youth.

6 – Goo (1990)

Esse é o ano em que a banda lança o álbum que iria suceder seu melhor trabalho (siga lendo!). Goo elevou a banda se não ao mainstream da música, ao menos tornou-os muitos mais conhecidos, com clipes na MTV inclusive. “Dirty Boots” e “Kool Thing” se destacam com sonoridade ao mesmo tempo distorcida e criativa mas também mais limpa, agradando um público maior.

5 – Dirty (1992)

Um dos discos mais marcantes da banda, Dirty é forte, alto e complexo. Nada das características do Sonic Youth é deixado para trás, com riffs energéticos, distorções nos momentos precisos e as experimentações bem calibradas, é um álbum clássico. É um disco para ser ouvido sem parar, do início ao fim. Mas se um destaque for necessário tem de ser a clássica “Youth Against Fascism”, ali a banda está completa.   

4 – Murray Street (2002)

Esse é o álbum que encapsula o melhor do Sonic Youth pós anos 2000. Uma união perfeita do noise anterior a esse álbum com o pop-experimental que seria a marca na última década da banda. “Karen Revisited”, com seus 11 minutos, é uma faixa espetacular, que mostra o que de melhor se pode apresentar do grupo, experimental, criativo, sonoro e hipnotizante.

3 – Evol (1986)

Um disco de virada no qual se dá a noção de que o grupo começa a ter seu som na mão. Todas as músicas são bem estruturadas e o disco fala entre si em completa sintonia, com altos e baixos de calma e histeria psicodélica. Kim Gordon traz um vocal incrível em “Shadow Of A Doubt”, sem dúvida um destaque desse ótimo disco.

2 – Sister (1987)

Como uma continuidade do álbum anterior, Sisteraponta os caminhos do que seria o Sonic Youth em seus melhores momentos. O disco é não apenas ótimo do início ao fim, como as músicas se complementam numa estrutura única, com guitarras criativas e que interagem entre si, uma marca futura da banda. É um disco que mostra o tipo de som que a banda procurava nessa época e, chegando ao fim de nossa lista, fica claro que é um disco para ouvir inteiro, e ouvir novamente.

1 – Daydream Nation (1988)

Sim. Esse é o disco para ouvir incessantemente se quer conhecer o ápice de Sonic Youth. A banda chega, com Daydream Nation, ao momento em que as experiências, tentativas e mudanças em busca de sons anteriores se unem perfeitamente. É um trabalho no qual as guitarras de Lee Ranaldo e Thurston Moore dão o tom, mas onde também o baixo de Kim Gordon está em seu momento de maior brilho, sem falar na bateria de Steve Shelley. Se em outros discos havia algo de procura, nesse parece que todos os sons, todas as experiências estão bem estudadas e pensadas, não há erros no caminho tomado na sonoridade da banda. É a obra-prima do Sonic Youth.

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