10 músicas para ouvir no final de semana #18

Com a chuva de singles lançados toda semana, pode ser difícil escolher o que ouvir. Tendo este pretexto como base, selecionamos e divulgamos semanalmente 10 canções lançadas recentemente para você ouvir no final de semana. Você pode escutar as faixas em nossa playlist, que é atualizada a cada sete dias (acesse no final da matéria). Nesta décima oitava edição temos as novas músicas de MagloreGal CostaLia Sophia e muito mais e muito mais. Confira: 

Maglore e Josyara – Liberta

A banda Maglore se une a cantora Josyara em uma faixa que parece ter saído de “Todas As bandeiras”, último disco do grupo. E, teoricamente, realmente saiu! A música estava listada para entrar no álbum, porém ficou fora da lista final. A canção versa sobre liberdade, conceito que pode parecer tão simples, mas que ocasiona lutas e mais lutas para ser alcançada em seus diversos espectros. 

Vanessa da Mata – Nossa Geração (Ao Vivo)

“Quando Deixamos Nossos Beijos Na Esquina”, ótimo álbum de Vanessa da Mata lançado em 2019 ganhará registro ao vivo. E uma das mais interessantes canções do registro inaugura o projeto. Falo de “Nossa Geração”, que tem lírica crítica principalmente a falta de sensibilidade vista nos dias atuais. : 

”Quando fiz essa canção, ela me pareceu muito forte, e a sensação que se deu logo em seguida, na quarentena, contou muito. Parecia uma coisa premonitória, porque logo em seguida a gente não podia se beijar mais, estávamos escondidos, tivemos desmatamento, e a música fala exatamente disso “Não deixem silenciar a orquestra, existem violinos, tubas e percussões / Não deixem silenciar a orquestra / Florestas, cores, gente, cheia de sensações / Nossa geração só polui o mundo”, que as florestas são uma orquestra divina e que cada uma tem sua importância”, conta a cantora. 

A faixa chegou junto a “Tenha Dó De Mim”. Em breve, mais canções, no formato de singles duplos, serão reveladas, juntas aos videoclipes, que serão disponibilizados no canal do YouTube da artista. 

Babalé – Agora Eu Era

A emergente cantora baiana Babalé apresenta a canção “Agora Eu Era”, uma mistura da tradicional MPB com o jazz e o rock. A canção vem seis meses depois de “Fresta”, o EP de estreia da artista.

Lia Sophia – Parece Feitiço

Se você quer uma música para animar o seu dia, o carimbó paraense de Lia Sophia é uma ótima pedida. Neste single, a artista versa sobre uma paixão desenfreada, tão intensa a ponto de não querer ficar longe da pessoa amada. Parece feitiço. 

Gal Costa e Seu Jorge – Juventude Transviada

Gal Costa segue a preparar terreno para seu próximo álbum e a bola da vez é uma clássica composição de Luiz Melodia, registrada em disco no ano de 1979 em “Gal Tropical”. Desta vez, a cantora divide os vocais com ninguém menos que Seu Jorge. 

 “No momento em que decidimos ter essa canção no projeto, pensamos que seria fundamental convidar um artista que tivesse um entendimento profundo não apenas da obra, mas também da persona de Luiz Melodia. A imagem de Seu Jorge surgiu imediatamente em nossas cabeças. Mesmo antes de lembrarmos dos dois em ‘Casa de Areia’, o filme de Andrucha Waddington, em que Seu Jorge e Melodia interpretaram o mesmo personagem, em idades diferentes. Tudo fez mais sentido”, conta Marcus Preto, idealizador do projeto.

Teorias do Amor Moderno – Aurora

O dia 25 de novembro é o Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher e a banda Teorias do Amor Moderno aproveitou para dar um recado importante através da música. Diante a tantas violências em todos os espaços sociais possíveis, a população feminina segue na luta. “’Aurora’ é diferente, porque ela traz a dor que só pode ser sentida por nós, e por isso ela precisava ser “parida” por mulheres. Então aconteceu o que a música pediu – do início ao fim feita por mulheres”, conta a vocalista Larissa Alves. 

Dêssa Souza – Menina Que Embala

Canção embalada em ritmos nordestinos em conjunto com batidas modernas que dão tom de pista de dança, essa nova canção de Dêssa Souza foi feita com base em um poema escrito pela própria artista em 2012. 

“Esse é um texto que produzi para a primeira antologia do Sarau do Binho. Na época, corriam por São Paulo boatos de ‘toques de recolher’ e decidi fazer um rápido desabafo, refletindo sobre a força das mulheres periféricas. Em 2019, durante um processo de criação para um experimento cênico, notei que alguns trechos me incomodavam. Foi então que o termo “haja”, por exemplo, foi substituído por ‘que não haja’. E o ‘menino mestiço’ passou a ser verbalizado como ‘menino pretinho’. Tem a ver com o meu próprio reconhecimento enquanto mulher preta, que ainda está em processo, já que uma das coisas que o racismo velado e diário faz é não deixar escuro quem somos desde pequenxs”, declara.

Marina Silva – O Vento É Mulher

Mais uma faixa que antecipa “Caótico Jazz Tropical”, álbum debute da cantora Marina Silva, “O Vento É Mulher” nos traz , ao mesmo tempo, a força e a leveza que a mulher carrega em si. Tem também um lado político, que versa, principalmente, sobre as queimadas nas florestas brasileiras. 


Felipe Flip – Do Nada

Todos já sabemos que ter um filho pode mudar totalmente a vida de alguém, O amor do cantor Felipe Flip a Isaac, filho do artista, transborda nesta faixa calcada em sonoridades do hip hop lo-fi.  “Minha vida já teve várias reviravoltas, minha visão já mudou muitas vezes. Mas a chegada do meu filho foi a maior de todas”, conta o cantor e compositor. “A partir do nascimento dele, eu conheci um amor novo, algo incondicional mesmo. Esse é o sentimento com que quero olhar para o mundo”, completa.


A faixa antecipa  e dá título para o primeiro disco solo do artista.


Bemti e Jaloo – Catastrópicos

Os cantores Bemti e Jaloo unem forças nesta faixa de amor com toques tropicais. É certo que a canção é uma reflexão sobre catástrofes, ainda assim os artistas destacam a esperança em dias melhores onde as cores vibrantes irão sobressair as tonalidades opacas que pairam sobre nós. 

“Catastrópicos” é o primeiro single de “Logo Ali”, próximo álbum do mineiro Bemti. 


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