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    janeiro 10th, 2012blogpalcoalternativocone-sul, posts por autor: Natasha

    Ritmo latino invade festas em SP, Rio e Recife

    Por Natasha Ramos

    Banda El Cartel. Foto: Rodrigo Luz

    A cultura latina, apesar de tão próxima, ainda é pouco conhecida no Brasil. Aqui, é possível encontrar um cardápio bem variado de festas voltadas a ritmos africanos, americanos e europeus, mas, salvo raras exceções, as festas de casas dedicadas à música latina resumem-se aos gêneros mais conhecidos e popularizados nas danças de salão. No entanto, a cena da música consumida nos países de origem tem cada vez mais saído de seus becos para ganhar espaço no Brasil. E é nesse contexto que se encaixa a cumbia, ritmo que nasceu na Colômbia e se disseminou por outros países falantes do castelhano na América Latina.

    “A cumbia está para os latinos, como o samba está para nós. Existem vários tipos de cumbia, assim como no samba”, explica João Aly, baixista e vocalista da banda El Cartel, que toca em festas em São Paulo.
    Ao se disseminar pelos países latino-americanos, a cumbia adquiriu sotaques e sabores diferentes. Dos primórdios na Colômbia e Panamá, passando pela chicha peruana, andina, amazônica, as variações afrocaribenhas até a villera das favelas de Buenos Aires todas são nuances da cumbia.

    E as variações do gênero não param de surgir. A cumbia aceita bem a mistura com ritmos mais modernos. “Na festa tocamos diversas variações e remixes de cumbia com hip-hop, dub, rock, jazz, eletrônico”, diz músico e DJ Tide, idealizador da festa Guacharaca Club (SP).

    DJ Tide. Foto: Marcelo Paixão (I Hate Flash)

    Um dos expoentes da cumbia em São Paulo, a banda El Cartel, formada em 2008, baseia-se na vertente mais tradicional do estilo, originária da Colômbia, com uma pitada tupiniquim. “A cumbia que tocamos hoje é genuinamente brasileira, tem a influência rítmica do Belém do Pará, por conta do [paraense] Cristiano Carimbó [tumbadoras e voz principal], e a nuances da cumbia argentina, contribuição do [argentino] Esteban Hetsch [violão e voz]. Além disso, a percussão é tocada com a guacharaca (instrumento musical cujo som assemelha-se ao do “reco-reco”) e bateria —a cumbia mais tradicional não é tocada com esse instrumento”, explica Aly.

    Além da El Cartel, outras bandas misturam a cumbia com elementos brasileiros. Um exemplo é a Academia de Berlinda (PE), com uma pegada bem nordestina. E as festas surgem para acompanhar essa cena que, aos poucos, se forma.

    “Existe um conceito que já vem sendo difundido há algum tempo rotulado de Tropical Bass ou Global Ghetto de festas, coletivos, selos e DJ’s que difundem a música produzida nas periferias do mundo, seja o kuduro de Angola, o funk carioca, o tecnobrega paraense, o dancehall jamaicano. É nesse cenário que a cumbia aparece”, explica Tide.

    A festa itinerante Baile Tropical, idealizada pelo baiano Patricktor4 (DJ, radialista e produtor) e Bernardo Pinheiro (DJ e produtor), já passou por várias capitais brasileiras e até Argentina, Uruguai e França. “Atualmente, o Baile Tropical tem duas sedes: Recife (onde Moro) e Belém onde mora o Bernardo Pinheiro”, comenta Patricktor4.

    DJ Patricktor4. Foto: Luisa Horta

    Outra, promovida mensalmente no Rio de Janeiro desde 2009, a Arriba! La Fiesta, também aborda a cumbia dentre outras vertentes latinas da festa, que costuma ser bem animada. “Existe um modo de dançar a cumbia, mas reparo que a plateia está mais preocupada em se divertir, dançando do seu próprio estilo”, comenta Marcello, o DJ MBgroove, que toca na Arriba! La Fiesta. E para citar outras festas: La Tabaquera, em Recife; Que Rico! Latin Beats, em São Paulo; e Dancing Cheetah, no Rio de Janeiro.

    DJ MBgroove. Foto: Divulgação

    Apesar de pequena se comparada aos países vizinhos, a cena da cumbia no Brasil existe e vem crescendo cada vez mais, devido a curiosidade do público. “A quantidade de Djs que incluem a cumbia em seus repertórios, os grupos estrangeiros que se apresentam por aqui, o intercâmbio com nossos vizinhos e a iniciativa de pessoas que carregam não só a bandeira da cumbia, mas a de uma maior integração cultural com nossos hermanos são fatores que fazem essa cena crescer”, diz Tide.

    *Matéria publicada originalmente na revista Almanaque Saraiva.

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    novembro 25th, 2011blogpalcoalternativonotas, posts por autor: Natasha

    Cantor Pélico, que se apresenta no festival São Paulo Representa

    Na semana de estreia, Afasia toca dia 02 e Pélico dia 03

    Entre os dias 02 de dezembro de 2011 e 24 março de 2012 o projeto São Paulo Representa ocupará a Sala Funarte Guiomar Novaes com um panorama da produção musical paulistana. Ao todo serão realizados 26 espetáculos musicais e dois debates sobre a cena independente da capital paulista.

    Durante 13 semanas, às sextas e aos sábados, a São Paulo Representa abrigará artistas de diferentes estilos que vêm chamando a atenção na cena atual. É o encontro de ritmos, arranjos e melodias das mais variadas origens que a cosmopolita e multicultural São Paulo possibilita e acolhe. Nas sextas-feiras, a música instrumental é que toma conta da programação, já os sábados são destinados à música cantada. As apresentações terão início às 19h30 com ingressos a preços populares – R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada). Os debates são informais, gratuitos e têm como objetivo discutir a distribuição e produção musical independente.

    Dia 02 o Afasia abre o festival, seguido por Pélico no dia 03. Além deles, representantes da cena como Rodrigo Campos, Criolo, Hurtmold, Kamau, Gui Amabis, Instituto, Curumin, Karina Buhr e outros irão se apresentar durante esses 4 meses de programação. Dia 3 será realizado o primeiro debate, sobre distribuição independente. Comandando a discussão estarão o rapper Xis, proprietário do selo 4P e Maurício Bussab, sócio fundador da Tratore, a maior distribuidora de música independente no Brasil. Atualmente, a distribuidora conta com 1.600 títulos em seu catálogo, chegando a 500 lojas de diferentes regiões do país.

    O projeto São Paulo Representa foi selecionado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte no edital de Ocupação da Sala Funarte Guiomar Novaes.

    AFASIA
    Formado em 2009 pelos músicos Akin (programações, efeitos e sintetizadores) e Carlos Issa (Objeto Amarelo), o duo de música instrumental e experimental Afasia utiliza-se ao vivo de recursos variados – baterias eletrônicas, sintetizadores, samplers, teclados, pedais de efeito e controladores – para caminhar livremente entre a ambiência e o ruído, explorando sons industriais e orgânicos na construção de novas sonoridades.
    Cada show do Afasia possui uma atmosfera diferente, já que a espontaneidade na manipulação de cada timbre e nota é o único fator comum a cada apresentação.

    PÉLICO
    Com 3 EPs e dois CDs de carreira, Pélico conquistou o público e a crítica com o álbum “Que Isso Fique Entre Nós” (2011). Passeando por diversas sonoridades, o músico e cantor paulistano produziu um trabalho bastante original e autoral. Nesse show Pélico (voz, guitarra e violão) será acompanhado por Jesus Sanchez (baixo), Tony Berchmans (sanfona, piano elétrico emsintetizador), Richard Ribeiro(bateria), RegisDamasceno (guitarra). Confira abaixo a programação completa da ocupação São Paulo Representa.

    Serviço:
    Festival São Paulo Representa

    DEBATETema: Distribuição Independete
    Mediadores: Xis e Mauricio Bussab
    Data: 03 de dezembro
    Local: Sala Guiomar Novaes
    Horário: 11h30
    Entrada Franca

    SHOWS
    Data: 02 de dezembro a 24 de março de 2012
    Horário: sexta e sábado às 19h30
    Local: Sala Guiomar Novaes
    Endereço: Al. Nothmann 1058
    Capacidade:143 lugares
    Censura: livre
    Preço: R$5


    PROGRAMAÇÃO

    Dezembro
    Dia 2 Sexta: Afasia
    Dia 3 Sábado: Pélico
    Dia 9 Sexta: Guizado
    Dia 10 Sábado: Danilo Moraes
    Dia 16 Sexta: CoffeeBreakers
    Dia 17 Sábado: Vespas Mandarinas

    Janeiro
    Dia 13 Sexta: Porto
    Dia 14 Sábado: Fabio Góes
    Dia 20 Sexta: Psychojazz
    Dia 21 Sábado: Rodrigo Campos
    Dia 27 Sexta: MarginalS
    Dia 28 Sábado: Kamau

    Fevereiro
    Dia 3 Sexta: Hurtmold
    Dia 4 Sábado: Amabis
    Dia 10 Sexta: Improvisado
    11 Sábado: Curumin
    24 Sexta: João Erbetta Trio
    25 Sábado: Criolo

    Março
    2 Sexta: Sambanzo
    3 Sábado: R. Brandão
    9 Sexta: Bodes & Elefantes
    10 Sábado: Karina Buhr
    16 Sexta: Elma
    17 Sábado: Metá Metá
    23 Sexta: Bojo
    24 Sábado: Instituto

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    novembro 3rd, 2011blogpalcoalternativoposts por autor: Natasha, show

    Projeto de Lulina conta com apresentações de Pélico, Pipo Pegoraro, Flu, Blubell, Juliana R., Rhaíssa Bitar,Dudu Tsuda, Marcelo Birck e Nereu

    Artistas do Minimecenas, que se apresentam amanhã (4). Foto: Paulo Papaleo

    [Por Natasha Ramos] Amanhã (4/11), às 21 horas, o projeto Minimecenas (site colaborativo de artistas de diferentes estilos: www.minimecenas.com.br), idealizado pela cantora e compositora Lulina, fará sua primeira apresentação, no palco do Auditório Ibirapuera. Com direção musical de Mauricio Tagliari e de Lulina, a apresentação conta com os músicos Pélico, Pipo Pegoraro, Flu, Blubell, Juliana R., Rhaíssa Bitar, Dudu Tsuda, Marcelo Birck e Nereu, além do quadrinista André Kitagawa, que vai lançar sua nova HQ.

    O cantor e compositor Pélico abre a noite com Recado e Que Isso Fique Entre Nós. Na sequência, a cantora Rhaíssa Bittar apresenta Pa Ri e Dig Dom. Pipo Pegoraro traz duas faixas de seu segundo e recém lançado CD, Taxi Imã – a faixa homônima, além de Radinho. Blubell, que acaba de voltar de uma turnê pelo Japão, canta Música e La Vie en Chose.

    Dando prosseguimento às apresentações, Dudu Tsuda interpreta Le Jour ou Erik Satie a Rencontré Stereo Lab e Music to Fade Away – Part 1. A jovem cantora Juliana R. vem em seguida com Fuga e Dry These Tears. O gaúcho Marcelo Birck apresenta Tricicloscópio e Olhos Negros. Depois, é a vez de Flu (Flávio Santos) com Bom Menino e Batan Batan.  Nereu esquenta ainda mais a platéia com Ela Merece um Samba e Me Faz Cosquinha. Para encerrar a noite, todos os artistas se reúnem no mesmo palco para interpretar o clássico El Justiciero (Os Mutantes).

    André Kitagawa participa desta noite com o anúncio de lançamento de sua nova HQ em forma de pôster, que autografará no fim do espetáculo. Ele que transita por atividades ligadas à arte do desenho –entre ilustração, animação e design– tem um talento especial para fazer histórias em quadrinhos. Já lhe renderam, até, um Salão Internacional de Piracicaba e um prêmio HQ Mix e a adaptação para o teatro de uma de suas histórias, Chapa Quente, por Mario Bortolotto.

    Projeto Minimecenas

    Lançado em setembro de 2011 por Lulina, o site propõe a adoção de artistas nas áreas de música, fotografia, literatura, dança e artes plásticas e conta com estrelas de primeira grandeza como Arnaldo Baptista, Kiko Dinucci, Bárbara Eugênia entre outros de diferentes estilos.  “O Minimecenas não pretende provocar uma revolução. Só queremos viabilizar a produção de projetos e artistas que não têm tanto espaço na mídia tradicional”, diz Lulina. “Ele oferece uma estrutura para que os artistas se mobilizem com os seus próprios fãs e possíveis marcas patrocinadoras, independentemente do resto do mercado. É principalmente para produções independentes que o site existe”, conclui.

    SERVIÇO

    Minimecenas no Auditório Ibirapuera

    Com Pélico, Pipo Pegoraro, Dudu Tsuda, Blubell, Flu, Juliana R., Rhaíssa Bitar, Marcelo Birck e Nereu e lançamento de HQ, com André Kitagawa

    Quando: 4 de novembro (sexta-feira), às 21h
    Quanto: Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada)
    Onde: Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera (Entrada para carros pelo Portão 3) Tel: 3629-1075

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    setembro 27th, 2011blogpalcoalternativonotas, posts por autor: Natasha

    The Growlers

    [Por Natasha Ramos]

    A banda californiana The Growlers, que vai se apresentar com o cantor e compositor Marcelo Camelo, no palco Sunset do Rock in Rio neste domingo (2/9), lança seu segundo álbum em terras tupiniquins em outubro. Intitulado Hot Tropics, o CD sai pelo selo Vigilante (Deck) e é composto por dez músicas, entre elas os hits “Sea Lion Goth Blues” e “Badlands”.

    Citada por Camelo como uma de suas bandas favoritas, The Growlers toca uma mistura de música cigana com surf, que eles definem como beach goth (gótico de praia).

    Conhecidos pelas turnês com músicos como Dr. Dog, Devenda Banhart e Julian Casablancas, a performance do sexteto no palco se assemelha a uma apresentação circense, com perucas, vestidos (muitas vezes, sem calças),  numa festa de praia surrealista.

    watch?v=X5UXG5Qt7zA&feature=related

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    setembro 13th, 2011blogpalcoalternativomatérias especiais, posts por autor: Natasha

    Projeto de música eletrônica do baterista Iggor Cavalera e Laima Leyton tocará no Rock in Rio

    Divulgação

    O Mixhell, dupla formada por Iggor Cavalera e Laima Leyton

    [Por Natasha Ramos]

    O projeto de música eletrônica Mixhell, formado pelo ex-Sepultura e atual baterista da Cavalera Conspiracy, Iggor Cavalera, e por sua esposa Laima Leyton, começou de forma despretensiosa, em meados de 2004. Aos poucos, o trabalho atrás das pick-ups foi ganhando força no cenário nacional e internacional. As performances mesclam live e DJset, assemelhando-se aos ritmos brasileiros pela sonoridade que contagia e faz as pessoas se mexerem.

    “O Mixhell aconteceu naturalmente de minha vontade de pesquisar músicas diferentes e buscar novos desafios. Apesar de ser um estilo diferente, esse projeto dá sequência a todas as minhas pesquisas musicais, assim como com o Sepultura em que, constantemente, buscava referências no Hip Hop, na música indígena, entre outros”, explica Iggor Cavalera ao Almanaque.

    A partir de 2007, eles começaram a ser convidados para tocar em turnês pela Europa, América do Norte, Ásia e América do Sul. “Começamos com a intenção de discotecar e nos divertir nas festas de amigos. Aos poucos os convites para turnês e remixes foram surgindo e fomos levando cada vez mais a sério”, conta Iggor.

    A dupla, então, iniciou produções próprias e, para os trabalhos de estúdio, contam, desde 2006, com a participação do produtor Max Blum. Em 2009, a Mixhell lançou seu CD début, homônimo, com um mix de músicas próprias e de outros artistas da cena eletrônica mundial. “Este é um CD exclusivo no Brasil, o que nos deixa muito felizes por termos tido a oportunidade de fazê-lo. O que mais gostamos nele é que as músicas são atemporais”, conta Iggor.

    A maioria das faixas são produções próprias ou remixadas por eles, ou que remixaram para um amigo (como o Houratron) ou para uma gravadora (caso do remix do From Monument to Masse, do selo Dim Mak, do DJ Steve Aoki). Há também remixes de músicas de Maluca e Diplo (“Il Tigeraso”), Crookers, NASA e outros.

    A Mixhell já tem um segundo álbum em vista, em fase de composição e edição que deve ser lançado pelo selo Boys Noize na Alemanha, em 2012.

    “O mais bacana da música eletrônica é a troca, é poder refazer, remixar algo que alguém já fez. Isso acontece constantemente, acho que raramente uma track é feita sem a participação de outro músico. Mesmo antes de lançar as músicas, os DJs já as tocam ao vivo para experimentar. Isso é bem diferente do rock”, conta Iggor.

    Depois de sua recente turnê pela Europa, onde eles tocaram nos festivais Paredes de Coura, em Portugal, e Mystery Land, na Holanda, a dupla é uma das atrações do Rock in Rio. Iggor já participou de outras edições do festival carioca, com a banda Sepultura, e da edição espanhola do Rock in Rio, com a Mixhell, dividindo o palco com o Boys Noize.

    “Desta vez, vamos fazer algo muito especial, que será um show dividido com o Buraka Som Sistema, de Portugal/Angola, e vamos fazer versões de nossas músicas exclusivas para esse show”, diz.

    *Publicado originalmente por Natasha Ramos no site Saraiva Conteúdo.
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