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setembro 23rd, 2011disco clássicoBanda toca nos mesmos festivais que Arcade Fire, Chromeo, CSS, Clap Your Hands Say Yeah e outros
[Por Natasha Ramos]Revelação da cena indie rock nacional, o Holger parte em turnê internacional, com shows agendados em cidades canadenses e americanas.
Eles vão tocar em festivais como o Pop Montreal (Arcade Fire, Chromeo, Girls e Fucked UP), Culture Collide (com CSS, Clap Your Hands Say Yeah, Yacht, Datarock e Gang Gang Dance) e CMJ, um dos principais festivais de música nova do mundo, realizado em Nova York.
Além do show, o Holger é o único brasileiro com uma música (“Beaver”) na disputadíssima coletânea da CMJ, distribuída para as rádios universitárias dos Estados Unidos.
A banda, que em sua turnê anterior foi eleita uma das revelações do festival SxSW por duas das rádios mais importantes do mundo – BBC (Reino Unido) e NPR (EUA) -, acaba de ganhar o título de “Melhor Banda” no Prêmio Multishow na eleição da crítica.
TURNÊ:
09/23 – Pop Montreal – Montreal – BBQ @ Notman House
09/23 – Pop Montreal – Montreal – Cabaret Playhouse
09/27 – Ottawa – TBC
09/28 – Toronto – Old Painted Lady
09/30 – Chicago – Reggies Music Joint
10/01 – Columbus – 83 Gallery
10/05 – San Francisco – Hemlock Tavern
10/06-09 – Culture Collide Festival – LA
10/13 – Louisville – Chestnut
10/14 – DC – The Dunes
10/15 – DC – Eighteenth Street Lounge
10/17 e 10/23 – NYC – CMJ
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julho 19th, 2011disco clássicoA big band paulistana Reverendo Franklin é uma das atrações do Rock in Rio 2011
[Por Natasha Ramos]
Uma dose de swing e soul music em releituras inusitadas. Essa é a receita da big band paulistana Reverendo Franklin, uma das atrações do Rock in Rio 2011. Concebida há pouco mais de três anos, pelos parceiros musicais Marinho Ponci (guitarra), Fábio Ferri (baixo) e Ângelo Kannan (bateria), a banda conta ainda com arranjo de metais, teclados e quatro estonteantes vozes femininas.
“Eu, Fábio e Angelo tocávamos juntos na banda de classic rock The Brittos. Em certo momento, sentimos necessidade pessoal de tocar coisas mais elaboradas e arranjos mais complexos, com mais alma. Resolvemos voltar no tempo em busca da raiz do rock’n’roll, que sempre foi nossa paixão. Nessa busca, viajamos para New Orleans e Memphis, onde fizemos uma imersão no mundo do rhythm and blues do Jazz and Heritage Festival. Resolvemos trazer esse conceito: com uma pitada desses estilos poderíamos modificar qualquer música, bastava ter alma e emocionar as pessoas”, explica o guitarrista Marinho.
O processo de escolha do nome da banda foi outra pesquisa minuciosa. Além de ser o pai de Aretha Franklin, Reverendo Clarence LaVaughn Franklin — ou apenas Reverendo Franklin — teve grande importância na história da música negra e na guerra contra a segregação racial.
“Ao lado de Martin Luther King, ele foi a parte musical dessa luta e, através das músicas de louvores, conseguiu levar sua mensagem ao povo, reunindo multidões para sua igreja e seus cultos… Essa história nos fascinou, pois era exatamente o que esperávamos da banda: que ela pudesse trazer multidões para os nossos shows e que pudéssemos transformar as pessoas através de nossas músicas, além de ser uma homenagem a essa pessoa extraordinária”, conta Marinho.
Com uma proposta inusitada, a Reverendo traduz o balanço do soul para o cenário brasileiro, recriando sucessos de Aretha Franklin, Ike e Tina Turner, Etta James, além de versões contagiantes das músicas de Roberto Carlos, Som Nosso de Cada Dia e Rita Lee. “Queremos mostrar que o soul não é só um estilo musical, e sim uma forma de sentir a música”, diz Marinho.
Como muitas bandas no início de carreira, a Reverendo Franklin optou, primeiramente, por tocar releituras de músicas famosas para firmar seu nome na cena musical brasileira. Após terem adquirido certa notoriedade, a banda já considera mostrar trabalhos autorais. “Já está em andamento, devemos lançar a primeira música inédita no Rock in Rio”, comenta Marinho.
E por falar em Rock in Rio, o grupo é atração do sábado (24/9), no palco RockStreet, do festival carioca. “Quando conhecemos o projeto deste ano, vimos que eles teriam uma reprodução da Bourbon Street de New Orleans dentro da cidade do rock. Fomos atrás dos produtores do festival para apresentar nosso trabalho, pois acreditávamos que tínhamos total sinergia para tocar nesse cenário. Após ouvirem nosso CD e conhecerem a banda por vídeos no youtube, fomos convidados a participar desta edição”, conta Marinho.
É a primeira vez que a banda participa de um festival desse porte, e com um CD homônimo, lançado em 2009 pelo selo independente Bymyself Records (da própria banda). Para este ano, os planos estão focados na produção de mais músicas autorais, na divulgação do trabalho ao máximo de pessoas possível e, é claro, no grande festival carioca. “Estamos montando o set com o maior cuidado possível para poder trazer emoção e muita surpresa para o público nesse show. Poder tocar para uma multidão em um clima como esses que o Rock in Rio proporciona será um marco em nossas vidas e na vida da Reverendo Franklin.”
*Publicado originalmente por Natasha Ramos na revista Almanaque Saraiva.
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fevereiro 17th, 2011disco clássico[Por Natasha Ramos] O cantor paulistano Pélico foi o convidado da última edição do projeto mensal Palco Alternativo Apresenta, realizado no dia 30 de janeiro na Saraiva do Shopping Center Norte. No pocket show, o expressivo músico tocou músicas de seu CD de estréia “O Último Dia de Um Homem Sem Juízo” (2008).
*O projeto Palco Alternativo Apresenta é fruto da parceria entre o site Palco Alternativo e a Saraiva. Todo último domingo do mês, convidamos uma banda entrevistada por nós para tocar na livraria.
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fevereiro 9th, 2011disco clássico
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Pélico. Foto: Cristiano Andrighetto / Arte: Binho Miranda[Natasha Ramos] Ele já tocou ao lado de Elza Soares, Marcelo Nova e Rebeca Matta, participou do Prata da Casa no SESC Pompéia, foi finalista do concurso de bandas promovido pela revista Capricho e pelo site Tramavirtual e entrou para a coletânea Ano Um, compilação da revista virtual O Grito!, que reúne algumas das melhores promessas da música independente brasileira. Essas são apenas algumas das referências de Robson Pélico, ou somente Pélico, como adotou artisticamente.
“Este é meu sobrenome. Gosto da estranheza dele. Várias pessoas me perguntam se é um apelido, uma banda, um nome grego, italiano… (risos). Me divirto com isso”, comenta Pélico.
Este paulistano começou a tocar violão sozinho, inspirado por seu avô. “Ele era músico e desde moleque eu ficava vendo meu avô tocar suas serestas. Acho que veio daí a minha vontade de ser músico”, conta.
Enquadrar o som do Pélico em um gênero específico é uma tarefa árdua. Em seu MySpace (/pelico), ele está classificado como canção popular melodramática. Já em sua página na Tramavirtual, como Indie Pop. Há quem diga que é um pós-rock passando por guitarras flamencas, MPB e pop psicodélico. O que se pode dizer é que ele faz parte dessa leva de novos músicos, cujo trabalho vale a pena prestar atenção, a exemplo de bandas como Cérebro Eletrônico, Bazar Pamplona e Rafel Castro & Os Monumentais, que ele cita como algumas de suas influências contemporâneas. “Também gosto muito de Beatles, Mutantes, Raul Seixas, Stevie Wonder, Tom Zé e Roberto Carlos”, comenta.
Pélico começou a tocar profissionalmente em 2006. Um ano depois, lançou o EP homônimo, com seis músicas, uma prévia de seu CD de estréia. Intitulado O Último Dia de Um Homem Sem Juízo, seu primeiro disco de estúdio foi lançado em 2008, pelo selo Monga Records. Foi a partir daí que as coisas deslancharam e os convites começaram a aparecer.
“O CD tem músicas de partir o coração dos mais românticos, sempre com um complemento inesperado, seja um acordeom aqui, um ruído acolá, um refrão que não se esquece, acompanhado de uma guitarra forte”, descreve.
Na banda que o acompanha pelos palcos estão alguns nomes conhecidos por seus trabalhos em outras bandas/projetos: Jesus Sanchez (baixista do Los Pirata), Régis Damasceno (guitarrista do Cidadão Instigado) e Richard Ribeiro (do projeto solo instrumental Porto).
Além dos projetos para os quais foi convidado, como o Prata da Casa, do SESC Pompéia e a terceira edição do Viagens Raul Seixas, no qual tocou ao lado de Elza Soares, Marcelo Nova e Rebeca Matta, em 2008, Pélico participou do programa Oi Novo Som; do festival No Capricho/Tramavirtual e da Virada Cultural em Bauru (interior de São Paulo).
“O Prata da Casa é um projeto respeitável, e eu fiquei muito feliz de participar”, comenta Pélico. “Além disso, participar da homenagem ao Raul Seixas foi uma das melhores coisas que já fiz. Sou muito fã dele, adoro suas músicas e a visão que ele tinha da música popular. E quando me chamaram pra cantar ao lado do Marcelo Nova, Elza Soares e Rebeca Matta, eu nem acreditei. Foi incrível!”, acrescenta.
Além disso, o músico já tocou em diversas casas de show em São Paulo, como Studio SP, Tapas Club, Clube Berlim, Funhouse, CB Bar, Centro Cultural São Paulo, SESI Vila Leopoldina, além de SESCs pela capital e interior. Em outras cidades, apresentou-se no Bar do Zé (Campinas), James Bar (Curitiba), Bar Ocidente (Porto Alegre) e Bar São Mateus (Belém).
E já tem um novo disco vindo por aí. Pélico está finalizando o segundo CD, que deve lançar em abril deste ano. “Depois disso, quero tocar bastante para divulgá-lo”.
www.pelico.com.br
www.myspace.com/pelico
www.tramavirtual.com.br/pelico
http://www.musicadebolso.com.br/videos/volume52/*Publicado originalmente por Natasha Ramos na revista Almanaque Saraiva.
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outubro 2nd, 2010disco clássico[por Andréia Martins]
Em 1984, ano em que lançou Born in the USA, musicalmente, Bruce Springsteen já não precisava provar nada para os norte-americanos.
O disco era o sétimo da carreira deste cantor e compositor de rocks com influências do country e do folk, em uma lista que incluía Born to Run, de 1975, e mais tarde na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame, e Darkness on the Edge of Town, considerado um dos discos clássicos do cantor.
Mas é Born in the USA o seu disco de maior sucesso popular, com mais de 18 milhões de cópias vendidas pelo mundo todo e um símbolo de uma época dourada para o rock americano. Gravado com a The E Band Street, o álbum traz hits como Born In The USA, Glory Days, Glory Days, Working on the Highway (um rock meio anos 50), e Dancing In The Dark, aquela que a gente costuma ouvir em uma ou outra baladinha indie, em clima de garagem. Sem dúvida, é a faixa ‘classe A’ do disco.
As letras falam sobre relacionamentos, amores, frustrações, lembranças de infância. Bruce é uma espécie de porta-voz dos trabalhadores, muitas vezes citados em suas canções, e daqueles à margem no País mais rico do mundo.
Apesar do tom ufanista, Born in the USA, não é – e nunca foi – um hino norte-americano. Nela, Bruce fala de como sentia como “um cachorro que apanhou demais”, e viva na sobra da Guerra do Vietnã e era “enviado para uma terra estrangeira/ para matar o homem amarelo”. A letra fala bastante dos problemas que os soldados enfrentaram ao retornar da guerra.
Na época, Ronald Reagan usou a música em sua campanha de reeleição à Presidência dos EUA; não que tivesse sido da vontade de Bruce. Resultado: um desgaste, e hoje o hit quase nunca entre em seus set lists.
O disco segue falando de garotas, política, marginais e lembranças. Em Glory Days, com aquele tecladinho que lembra maioria das trilhas sonoras dos anos 80 (ou da sessão da tarde), fala sobre um cara com seus 30 e pouco anos, que relembra os dias gloriosos do passado.
No Surrender também flerta com o tema da guerra, mas só entrou no disco por insistência de Steven Van Zandt, guitarrista da banda na época. My Hometown também tem um ar mais político, falando de problemas econômicos e raciais, curiosamente, os mesmos que Bruce viveu em sua cidade natal, em Nova Jersey.
Há também a romântica – e sensual – I’m on fire – na primeira vez que Bruce usou um sintetizador -, a dançante Cover Me – que era para ter parado na voz de Donna Summer, mas Jon Landau, produtor do cantor, mudou de ideia; uma das melhores faixas do disco – e a melancólica Downbound Train, sobre perdas (“I had a job, I had a girl…”, canta The Boss nos primeiros versos).
Mesmo com o tom ufanista de Born in the USA, o grande boom desse álbum é Dancing in the Dark. Última música a entrar no disco e primeiro hit do disco. No videoclipe, dirigido por Brian de Palma, reparem em quem faz o papel da fã de Brunce. Anos depois ela faria um enorme sucesso na série Friends.
Tags: born in the usa, bruce springsteen, dancing in the dark



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