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		<title>Nirvana foi apenas um passeio selvagem, diz biógrafo de Dave Grohl</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 22:20:44 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[matérias especiais]]></category>
		<category><![CDATA[posts por autor: Andréia]]></category>
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		<description><![CDATA[[Por Andréia Silva]* Em tempos onde os astros do rock parecem caretas, engomados e frequentam mais o noticiário de celebridades do que os palcos e estúdios, David Eric Grohl, 43, destoa. Quais eram as chances [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Dave-Groh.jpg"><img class="size-full wp-image-3208" title="Dave-Groh" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Dave-Groh.jpg" alt="Divulgação" width="500" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Biografias revelam os bastidores da vida de um dos caras mais legais do rock&#39;n&#39;roll</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>[Por Andréia Silva]*</strong></p>
<p>Em tempos onde os astros do rock parecem caretas, engomados e frequentam mais o noticiário de celebridades do que os palcos e estúdios, David Eric Grohl, 43, destoa.</p>
<p>Quais eram as chances de aquele baterista de 21 anos do Nirvana, magro, quieto e desengonçado, montar uma nova banda de rock, trocar as baquetas pela palheta, assumir os vocais e fazer dessa banda uma das mais importantes do rock – para alguns, melhor até que o próprio Nirvana? A resposta é uma só: as chances eram mínimas, mas aconteceram.</p>
<div id="attachment_3204" class="wp-caption alignleft" style="width: 318px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave1.jpg"><img class="size-full wp-image-3204" title="dave1" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave1.jpg" alt="Divulgação" width="308" height="235" /></a><p class="wp-caption-text">Dave Grohl em entrevista com Paul Branning, em 1997</p></div>
<p>Todos os capítulos da história desse garoto do subúrbio de Washington D.C., nos EUA, que tornou-se o cara mais cool do rock na atualidade, são contados em duas biografias recém-lançadas no Brasil: a primeira, This Is a Call &#8211; A Vida e a Música de Dave Grohl (Leya), escrita por Paul Branning, ex-editor da revista musical Kerrang!, e a segunda, Nada A Perder (Ideal Editora), de Michael Heatley, jornalista e biógrafo de veteranos como Bon Jovi, Paul McCartney, John Lennon, Deep Purple e Neil Young, e artistas mais novos, como o inglês David Gray.</p>
<p>Ambas são biografias não autorizadas, mas precisas nos fatos que vão desde a infância e adolescência de Grohl – época em que a maioria não acreditava que o pequeno garoto teria um futuro promissor –, suas influências musicais, as primeiras batucadas nos móveis velhos de sua mãe, a formação das primeiras bandas na escola, a chegada ao Nirvana, o nascimento do Foo Fighters (que ele deu início logo após o fim do Nirvana) e as suas múltiplas parcerias, que vão de Norah Jones ao QOTSA.</p>
<p>Por abordarem diferentes pontos de vista, as obras contam essa história de forma complementar.</p>
<p>Enquanto Branning usou as entrevistas que fez com o cantor nos últimos 15 anos para o livro, Heatley se baseou em depoimentos de pessoas que presenciaram diversos momentos da vida de Grohl e em algumas de suas declarações públicas.</p>
<p>Um dos trechos mais curiosos do livro de Heatley é a explicação de Grohl para dizer que é um guitarrista com olhos de baterista.</p>
<p>“Quando eu toco guitarra, eu olho para ela como uma bateria. As cordas mais baixas são como bumbos e caixas, e as cordas mais altas são os pratos. Às vezes um riff de guitarra pode ter um padrão de bumbo e caixa – o riff principal de ‘Everlong’ é como tocar bateria e você tem um refrão com cordas soando mais alto que tudo, como se eu estivesse detonando os pratos. Eu abordo tudo dessa maneira – até letras e vocais são muito parecidos com tocar bateria”.</p>
<p>Em entrevista exclusiva, Heatley contou que o livro demorou seis meses para ser escrito, “entre idas e vindas”. Para escrevê-lo, Heatley, nos seus 50 e poucos anos, contou com a colaboração do filho, Drew, de 23, cuja geração – claro, a parte adepta ao rock’n’roll – tem em Dave Grohl um de seus heróis. “O fato de ele interessar a mim e ao meu filho fez deste trabalho algo singular”, conta o autor.</p>
<div id="attachment_3205" class="wp-caption alignright" style="width: 324px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave3.jpg"><img class="size-full wp-image-3205" title="dave3" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave3.jpg" alt="Divulgação/ This Is A Call" width="314" height="177" /></a><p class="wp-caption-text">Grohl no primeiro ano da escola Thomas Jefferson High, na Pensilvânia, EUA</p></div>
<p>Segundo o biógrafo, a escolha pelo personagem se deu por dois motivos: o primeiro foi que, para ele, como bandleader, Grohl é um dos últimos da velha escola do rock, e o segundo, por ser um dos poucos artistas modernos com o qual Heatley simpatiza.</p>
<p>Sobre a opção de ter ouvido terceiros e não o próprio Grohl, ele diz ter certeza de que “Dave vai encontrar tempo para contar sua própria história, mas o fato é que músicos de sucesso estão ocupados demais para se envolver com livros, e ele está sempre olhando para o horizonte, e não por onde já passou&#8221;, diz.</p>
<p>Algo semelhante em ambas biografias é mostrar que Dave Grohl talvez seja a última figura interessante e atuante da old school do rock, aquele que sobreviveu aos anos 90 e ainda invadiu, com sucesso, a década seguinte.</p>
<p>&#8220;Eu acho que ele vai se destacar quando sua história for contada nas próximas décadas. Como McCartney, ele tem sido bem-sucedido dentro e fora de uma grande banda. Também sinto que seu coração está no lugar certo. Além disso, ele não se leva demais a sério&#8221;.</p>
<p>Essa característica fica bem clara em alguns clipes do Foo Fighters, como “Learn to Fly”, “Breakout”, “Low”, entre outros, onde a banda não se importa em passar pelo ridículo, especialmente com as hilárias atuações de Grohl e Taylor Hawkings, baterista do Foo Fighters.</p>
<p><strong>O NIRVANA</strong></p>
<p>O momento que levaria Grohl ao estrelato aconteceu em 1990, quando ele passou a fazer parte do Nirvana.</p>
<p>&#8220;Ingressei na banda no dia 23 de setembro de 1990 e partimos pra fazer o Nevermind em abril. Então foi só depois do Nevermind que Kurt começou a se f*** de verdade. Você podia estar chapado de heroína agora, mas eu não saberia, naquela época não sabia mesmo, eu era um moleque&#8221;, explica Grohl em trecho de This Is A Call.</p>
<p>Cinco anos depois, a morte de Kurt Cobain em 5 de abril de 1994 ficaria marcada como um dos momentos mais impactantes na vida de Grohl.</p>
<div id="attachment_3206" class="wp-caption alignleft" style="width: 324px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave2.jpg"><img class="size-full wp-image-3206" title="dave2" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dave2.jpg" alt="Divulgação" width="314" height="147" /></a><p class="wp-caption-text">Dave Grohl, Krist Novoselic e Kurt Cobain em 1992</p></div>
<p>Não à toa, a frase que estampa a capa do livro de Branning diz respeito a esse episódio. “Alguém telefonou para mim e disse que Kurt havia morrido. Perdi o rumo”, diz Grohl.</p>
<p>No mesmo livro, Grohl conta que, anos depois, quase desistiu da música por passar por outra experiência que quase colocou a morte de novo no caminho de sua banda. “Quando Taylor [Hawkins] teve overdose, pensei, pela primeira vez na vida, em parar de fazer música. Porque chegou ao ponto de me questionar se a música era sinônimo de morte. Acredita?&#8221;.</p>
<p>Para Heatley, a morte de Kurt permitiu que Grohl se abrisse para outras possibilidades.</p>
<p>“Ele fez o primeiro disco de sua banda – feita de um homem só – sozinho (em outubro de 1994, nos estúdios Robert Lang), e acredito que isso tenha aberto a sua mente para as possibilidades. Não acho que ele tenha pensado nelas enquanto esteve no Nirvana. Isso [o Nirvana] foi apenas um passeio selvagem”.</p>
<p><strong>O ROLÊ DE GROHL &#8211; EM DISCOS</strong></p>
<p><strong>Foo Fighters &#8211; </strong><em>Foo Fighters (1995); The Colour and the Shape (1997); There Is Nothing Left to Lose (1999); One by One (2002); In Your Honor (2005); Echoes, Silence, Patience and Grace (2007); Wasting Light (2011)</em></p>
<p><strong>Them Crooked Vultures </strong>- <em>Grupo de rock formado em 2009 por John Paul Jones (Led Zeppelin), Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) e Grohl em 2009. Até agora lançaram apenas um disco, que leva o nome da banda</em></p>
<p><strong>Killing Joke </strong>- <em>Grohl aparece no disco homônimo da banda, Killing Joke (2003)</em></p>
<p><strong>Queens of the Stone Age</strong> - <em>Grohl toca bateria no disco Songs for the Deaf (2002)</em></p>
<p><strong>Tenacious D </strong> - <em>Grohl aparece tocando bateria e violão no disco Tenacious D (2001), disco homônimo da banda de Jack Black e Kyle Gass</em></p>
<p><strong>Nirvana </strong>- <em>Nevermind, In Utero, os EPs Blew e Hormoaning, e três álbuns ao vivo, sendo um acústico, o MTV Unplugged in New York, após a morte de Cobain</em></p>
<p><strong>Scream</strong> - <em>Banda na qual tocou entre 1981 e 1990, com eventuais reencontros para relembrar os velhos tempos. Lançou nove LPs e um CD ao vivo, em 1998, Live at Black Cat</em></p>
<p><em><strong>**[<a href="http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/45116" target="_blank">Matéria publicada no SaraivaConteúdo</a>]</strong></em></p>
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		<title>Nada Surf retorna ao Brasil após quase uma década</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 15:44:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[Por Natasha Ramos] Em turnê pela América do Sul, a banda nova iorquina Nada Surf tocou na noite da última quarta-feira (25/4), no Cine Joia, em São Paulo, para um público de cerca de 1.300 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-1-copy1.jpg"><img class="size-full wp-image-3111" title="Credito Natasha Ramos 1 copy" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-1-copy1.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A banda Nada Surf durante apresentação em São Paulo. Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p style="text-align: justify;">[Por Natasha Ramos] Em turnê pela América do Sul, a banda nova iorquina Nada Surf tocou na noite da última quarta-feira (25/4), no Cine Joia, em São Paulo, para um público de cerca de 1.300 pessoas. O grupo se apresenta ainda no dia 28/4, em Curitiba, no Music Hall; no dia 29 em Florianópolis, no John Bull; no dia 2/5 no Rio, no Circo Voador; no dia 4 no festival Se Rasgum, em Belém; e no dia 5 em Fortaleza, no Órbita Bar.</p>
<p>Sem pisar em terras tupiniquins há oito anos, o grupo estava empolgado em reencontrar seus fãs brasileiros e tocaram não apenas músicas de seu sexto e mais recente trabalho, <em>The Stars Are Indifferent to Astronomy</em> (2012), mas canções de seus álbuns anteriores, como a “Hyperspace”, clamada pelo público.</p>
<p>Os caras abriram o show com “Waiting for Something”, do último CD, seguida de “Happy Kids” do álbum<em> Let Go</em> (2002). “Nós estivemos aqui em 2004, já faz um bom tempo. Estamos felizes por estarmos de volta”, disse Matthew Caw, o vocalista quarentão com pinta de garoto.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_3106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-3-copy.jpg"><img class="size-full wp-image-3106" title="Credito Natasha Ramos 3 copy" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-3-copy.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O vocalista Matthew Caws. Foto: Natasha Ramos</p></div>
</div>
<p>“Quando viemos aqui da primeira vez, éramos três”, disse Caw se referindo à Daniel Lorca (baixo) e Ira Elliot (bateria), membros originais. No show no Cine Joia, o trio contou com o reforço de mais dois integrantes: o guitarrista Doug Gillard, do Guided By Voices, e o tecladista e trompetista Jacob Valenzuela, do Calexico.</p>
<p>Depois de tocar “Teenage Dreams”, também do último disco, o vocalista fala em um português bem inteligível: “Essa [próxima] música é dedicada à Elisa”, e começam os primeiros acordes de “Hyperspace”, para felicidade de boa parte do público. “Quem é Elisa?!”; fica a pergunta no ar.</p>
<div id="attachment_3107" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-4-copy.jpg"><img class="size-full wp-image-3107" title="Credito Natasha Ramos 4 copy" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-4-copy.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O vocalista Mathews Caws e o guitarrista Doug Gillard. Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p>A atmosfera calminha da nova canção “When I Was Young”, logo deu espaço para a animada “Threehouse”, do disco de estreia <em>High/Low</em> (1996). A banda também tocou “What is your Secret”, do CD <em>The Weight is a Gift</em> (2005), antes de sair palco. Com as luzes ainda apagadas, o público clamava pelo retorno deles, o que aconteceu após alguns minutos de muita expectativa.</p>
<p>“Vocês clamaram por nós e estamos aqui”, disse Caw, após soltar um “Uhull!” agudo quando chegou ao microfone. “Queremos que vocês nos acompanhem na próxima música com uma dança que vamos ensinar.” Consistia em um passinho para um lado e outro para o outro lado na música “Inside of Love”, de <em>Let Go</em>, seguida de “Popular”, de <em>High/Low</em>.</p>
<p>Os hits “Always Love” e “Blankest Year”, ambas do <em>The Weight is a Gift</em>, fecharam o show. “Quero que vocês nos acompanhem com duas palavras: ‘Fuck it’”, disse o vocalista, pedindo que o público cantasse junto com eles os versos finais da última canção.</p>
<div id="attachment_3110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-2-copy1.jpg"><img class="size-full wp-image-3110" title="Credito Natasha Ramos 2 copy" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Credito-Natasha-Ramos-2-copy1.jpg" alt="" width="300" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">O baixista Daniel Lorca e o vocalista Matthew Caws. Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p>Com duas horas de duração, a apresentação matou a sede dos fãs tupiniquins de ver a banda ao vivo.Talvez, apenas uma pessoa na plateia tenha ficado frustrada, pois seu pedido da música “Icebox”, escrita em um cartaz improvisado, não foi atendido. Paciência&#8230; A ele, resta torcer para que a banda não demore novamente quase uma década para retornar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre a Nada Surf<br />
</strong>Formada em 1992, a banda Nada Surf passou por várias dificuldades antes de se consolidar como banda independente. Ao longo da carreira, o grupo enfrentou trocas de gravadoras e lançamentos que nunca chegaram às rádios, fato que os fez serem considerados “one hit Wonder” no começo da carreira, com “Popular”, que foi tocado à exaustão na MTV da época. Em 1999, a banda foi abandonada por sua gravadora, a Elektra, e passou por um hiato que durou três anos. Durante esse tempo, os integrantes trabalharam em empregos normais. O vocalista Matthew Caws colocou os conhecimentos musicais à prova como vendedor de uma loja de discos e o baixista Daniel Lorca partiu para a computação. Só o baterista Ira Elliot continuou gravando com outros artistas. Em 2002, a banda retorna com o terceiro disco de inéditas Let Go, lançado por um selo independente. Depois dele, viriam <em>The Weight is a Gift</em> (2005), <em>Lucky</em> (2008), o disco de covers<em> If I Had a Hi-Fi </em>(2010) e o último <em>The Stars Are Indifferent to Astronomy</em> (2012).</p>
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		<title>Hidrocor toca músicas confortáveis como calça de moletom</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 22:47:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[posts por autor: Natasha]]></category>
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		<description><![CDATA[[Por Natasha Ramos] Músicas confortáveis como calça de moletom ou mistura de power pop e folk  com uma pitada lúdica que alegra o coração. Os responsáveis por esse som são Marcelo Perdido (vocal e violão) e Rodrigo Caldas (bateria), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> [Por Natasha Ramos]</em></p>
<p style="text-align: justify;">Músicas confortáveis como calça de moletom ou mistura de power pop e folk  com uma pitada lúdica que alegra o coração. Os responsáveis por esse som são Marcelo Perdido (vocal e violão) e Rodrigo Caldas (bateria), que, juntos, formam a Hidrocor.</p>
<h4><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/perdido-caldas-CD-MEDIA.jpg"><img title="perdido-caldas-CD-MEDIA" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/perdido-caldas-CD-MEDIA.jpg" alt="" width="500" height="499" /></a> Marcelo Perdido e Rodrigo Caldas formam a Hidrocor</h4>
<p style="text-align: justify;">A dupla leva na bagagem o CD de estreia, “Edifício Bambi”, com letras bem construídas que abordam o cotidiano da vida de um jovem adulto. Segundo o  músico Tatá Aeroplano,  &#8220;é um disco pra cima, que também tem momentos melancólicos e irônicos&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Interessado em conhecer mais sobre o trabalho da dupla, o <strong>Palco Alternativo</strong> foi atrás dos integrantes para falar de suas influências, suas canções, seus anseios, sua história, seus projetos. E o resultado você lê na entrevista a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PALCO ALTERNATIVO: Como surgiu a Hidrocor?<br />
</strong>(RODRIGO CALDAS) O Perdido já me conhecia de me ver tocar com o Bazar Pamplona. Ele ia nos shows e começamos a ficar amigos. Um dia ele me contou que tinha umas letras e queria fazer uma dupla. Eu topei e só depois fui ver onde estava me metendo. Em 2009, começamos a fazer as músicas, logo depois o Perdido já estava fazendo vídeos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PA: Quais as influências da Hidrocor? Percebi alguma semelhança nas músicas (não sei se pode-se chamar assim) ingênuas da banda The Boy Least Likely To&#8230;<br />
</strong>(MARCELO PERDIDO) Eu amo The Boy Least Likely To. Foi o Tatá Aeroplano quem me mostrou a banda e eu amei. Até por isso costumo dizer que nossas influências são as bandas de agora, pois elas já ecooam tudo o que gostamos: Tiê, Tulipa, Jeneci, Apanhador Só, Lulina, Cerébro Eletrônico, Mallu Magalhães, Thiago Petit, Lulina… Toda essa galera já faz uma música misturando coisas que gostamos muito. Eu gosto de Claudinho e Buchecha, gosto de Blitz!, o Caldas se amarra em Elvis, Johnny Cash.</p>
<p><em>A gente gosta de filmes de zumbi, de ir no parque. Como fazemos as músicas juntos, elas saem com todos esses ingredientes, tipo fazer uma receita de bolo, só que você usa tudo o que tem na geladeira!<br />
</em><br />
<strong>PA: As letras das músicas são muito boas! Principalmente “Ma Cherie”, uma alfinetada de leve nas bandas que cantam em francês, que é algo que não acontece somente nas bandas de MPB, mas de rock também. De onde vem a inspiração para escrever as letras?<br />
</strong>(MARCELO PERDIDO) As letras vêm das experiências que eu vivo, ou escuto de alguém que viveu, ou invento. E, na verdade, elas começam com situações super específicas, como &#8220;Ma Cherie&#8221;, que veio da sonoridade de ‘cheri’ e ‘ri’.Também de lembrar de uma &#8220;caloura&#8221; que vi junto com minha mulher na TV, cantando com um francês sofrível e da gente comentar: “Poxa! podia começar a cantar bem em português primeiro, né?!”.</p>
<p>Às vezes, as músicas nascem de coisas muito banais, como “Miojo”, que fala sobre estar num jantar romântico em que você vai cozinhar um miojo. Eu nunca vivi isso exatamente, mas eu acho que representa a minha geração &#8220;Jovens Adultos&#8221; de alguma maneira.</p>
<p><strong>PA: Por que Hidrocor?<br />
</strong>(RODRIGO CALDAS) “Hidrocor” vem daquelas canetinhas que você usa para desenhar, eu gosto de desenhar com hidrocor desde o colégio. Acho que tem um lance de ser algo que nos acompanha desde a infância.</p>
<p><strong>PA: Vocês lançaram recentemente o CD de estreia, Edifício Bambi, pela Capitão Monga Records, produzido por Felipe Parra. Por favor, comentem este nome do disco; alguém por acaso torce para o São Paulo (risos)?<br />
</strong>(RODRIGO CALDAS) Não tem nada a ver com futebol, na verdade nem de São Paulo a gente é. Marcelo é do Rio e eu sou de Belém, só moramos aqui. Eu demorei para saber que as outras torcidas chamam os São Paulinos de &#8220;Bambis&#8221;, também não tem nenhuma relação com a Disney<em>.</em></p>
<p>O Marcelo Perdido morou durante anos em um prédio que realmente se chamava Edifício Bambi, ele fica na Rua Leoncio de Carvalho, a rua do Itaú Cultural, em São Paulo.</p>
<div id="attachment_3079" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Hidrocor.jpg"><img class="size-full wp-image-3079" title="Hidrocor" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Hidrocor.jpg" alt="" width="199" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do disco &quot;Edifício Bambi&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">Se o arquiteto/engenheiro teve a coragem de nomear um prédio assim, a gente também teve para colocar esse nome no disco, acho curioso o nome. E no Edifício Bambi as músicas surgiram, a banda nasceu, foi uma homenagem ao prédio. O Marcelo Perdido torce para o Botafogo e eu para o Paysandu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PA: O release da banda foi escrito pelo Tatá Aeroplano. Qual a relação de vocês com o Tatá? Já participaram de outros projetos juntos?<br />
</strong>(MARCELO PERDIDO) Primeiro de admiração, eu amo o Cérebro Eletrônico uma das bandas do Tatá. Um dia recebemos o convite do MIS para criar uma música em 3 horas, durante a virada Cultural de 2009. Nasceu lá a música Urso Bipolar, em uma versão demo, mas adoramos conhecer pessoalmente e trabalhar com o Tatá. Na hora de gravar o CD “Edifício Bambi”, o chamei para dividir os vocais. Eu sempre tento ter o Tatá por perto, pois acho ele um cara incrível e inquieto como eu. Espero fazer mais coisas com ele, sei que ele está para lançar seu primeiro CD solo, quem sabe não fazemos algo juntos!</p>
<p><strong>PA:  O disco tem participação da cantora Lulina. Vocês sã amigos de longa data? Como foi o convite para ela participar do disco?<br />
</strong>(MARCELO PERDIDO) Eu conheço a Lulina há bastante tempo, comecei como fã, indo em shows. Mas, por causa dos amigos em comum nos tornamos amigos também. No começo da Hidrocor, o Léo Monstro (parceiro da Lulina) tocava com a gente. E, por causa dele, ela viu alguns shows da Hidrocor. Eu lembro que depois de um show nosso, ela veio me falar que tinha gostado da música “a música do miojo&#8221;. Foi assim que a convidei para cantar em “Miojo”. Acho a Lulina, assim como o Tatá, uma ótima contadora de histórias, me amarro nela!</p>
<p><strong>PA: Quais os próximos planos? Já preparam um segundo disco?<br />
</strong>(RODRIGO CALDAS) Trabalhar bastante esse primeiro CD, mostrar para o máximo de pessoas nossa música, e para isso queremos fazer muitos shows, muitos clipes e muito TUDO. O Perdido escreve muita coisa, ele já tem na cabeça dele as próximas 14 músicas que seriam nosso segundo CD, devemos começar a ensaiá-las, compor os arranjos e etc. bem em breve. Mas CD novo tem de ser depois do meio de 2013, já avisei para ele segurar a ansiedade! ::</p>
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		<title>Lentes magnéticas</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 15:22:58 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[notas]]></category>
		<category><![CDATA[arnaldo baptista; lentes magnéticas; mutantes; artes plásticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Após primeira exposição em São Paulo, o eterno mutante Arnaldo Dias Baptista lança vídeo no qual revela detalhes do seu universo particular nas artes plásticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Após primeira exposição em São Paulo, o eterno mutante Arnaldo Dias Baptista lança vídeo no qual revela detalhes do seu universo particular nas artes plásticas.<br />
</em><br />
<div id="attachment_3064" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/arnaldo1.jpeg"><img src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/arnaldo1.jpeg" alt="Divulgação" title="arnaldo" width="550" height="656" class="size-full wp-image-3064" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho de 1994 de Arnaldo Dias Baptista, da série Lentes Magnéticas</p></div></p>
<p>Arnaldo Baptista diz que o cérebro é a ferramenta que todos nós usamos para ter ideias e buscar a criatividade. Mas há que se fazer uma observação: a tal criatividade e conexão de ideias citada pelo eterno mutante não está em todas as mentes.</p>
<p>Arnaldo é um caso interessante. Filho de poeta, fundador de uma das bandas mais criativas e de sonoridade irreverente da música popular brasileira, escritor e agora artista plástico.</p>
<p>Sua primeira exposição saiu há pouco tempo de cartaz da galeria Emma Thomas, em São Paulo. E para encerrar esse ciclo, um novo ciclo, ele lançou em parceria com a produtora Bronca Filmes um curta abrindo as portas desse universo que, para muitos, era desconhecido.</p>
<p>No vídeo, gravado no sítio de Arnaldo em Juíz de Fora, Minas Gerais, ele mostra seus primeiros rascunhos, fala da influência da música em suas pinturas.</p>
<p>Curioso como ele fala de como memorizou os rostos dos homens e mulheres mais bonitos do universo e da sua tentativa de reunir esses mundos em uma só pintura, simétrica.</p>
<p>Ele também fala da importância da exposição para a sua carreira de artisa plástico.</p>
<p>&#8220;Assim como para o músico é importante gravar seu long play e para ele faz uma diferença passar de estudar a tocar nas rádios, passar do papel e das paredes para uma exposição em moldura e com venda, ser reconhecido como artista plástico, isso vai ser importante para a minha carreira&#8221;.</p>
<p>Assista ao vídeo:<br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JkeJnEiaoL0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Leonard Cohen, o poeta pop ontem e hoje</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 14:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogpalcoalternativo</dc:creator>
				<category><![CDATA[matérias especiais]]></category>
		<category><![CDATA[posts por autor: Carol]]></category>
		<category><![CDATA[leonard cohen; a brincadeira favorita; old ideias]]></category>

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		<description><![CDATA[[Por Carolina Cunha]* Considerado um mestre da poesia cantada, Leonard Cohen é um dos raros artistas que só faz o que gosta e quando quer, alheio às pressões do mercado. Ele pode passar anos longe dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/leonard_cohen.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2866" title="leonard_cohen" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/leonard_cohen.jpg" alt="" width="460" height="288" /></a></p>
<div><strong>[Por Carolina Cunha]*</strong></div>
<p>Considerado um mestre da poesia cantada, Leonard Cohen é um dos raros artistas que só faz o que gosta e quando quer, alheio às pressões do mercado. Ele pode passar anos longe dos holofotes da fama e criar a passos lentos, para voltar à cena com um trabalho genial.</p>
<p>Em 2012, depois de oito anos sem lançar um disco, ele voltou com <em>Old Ideas</em> e, agora, os fãs têm a oportunidade de revisitar Cohen em seu início, com o relançamento de seu primeiro romance, <em>A Brincadeira Favorita</em> (Cosac Naify).</p>
<p>Nada melhor para entender um artista e suas diferentes facetas. Para Cohen, dar um tempo é quase uma necessidade. Foi assim que, em 1993, depois de décadas de abuso das drogas e álcool, o músico se isolou numa comunidade zen budista da Califórnia e passou a ser chamado de Jikan (O Silencioso). A rotina como monge incluía acordar às 3 da manhã para meditar, cozinhar e cuidar das tarefas domésticas da comunidade. O que parecia ser apenas um retiro espiritual durou cinco silenciosos anos.</p>
<p>Ao deixar o monastério, Cohen ressurgiu com o elogiado álbum Ten New Songs (2001). Conhecido como o “padrinho da melancolia” por suas densas canções, nessa época o cantor chegou a dizer que pela primeira vez na vida não estava deprimido. Parecia ter encontrado um pouco de paz e chegou a pensar em pendurar as chuteiras. Pouco depois, em 2005, o ex- empresário do cantor foi acusado de desviar milhões de dólares. Sem dinheiro, Cohen teve que cair na estrada em uma longa turnê, que bateu a marca de quase 300 shows e rendeu o CD e DVD <em>Live in London</em> (2009).</p>
<p>Pouco depois, em 2005, o ex- empresário do cantor foi acusado de desviar milhões de dólares. Sem dinheiro, Cohen teve que cair na estrada em uma longa turnê, que bateu a marca de quase 300 shows e rendeu o CD e DVD <em>Live in London</em> (2009).</p>
<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Old-Ideas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2873" title="SONY MUSIC ENTERTAINMENT CANADA INC. - Leonard Cohen" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Old-Ideas-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Recentemente, o poeta pop saiu mais uma vez da caverna. Depois de oito anos sem lançar um trabalho de inéditas, Cohen presenteia os fãs com <em>Old Ideas</em>, o décimo segundo álbum de uma carreira de quatro décadas, que ostenta uma discografia pequena, porém, notável.</p>
<p>O CD traz dez faixas que transitam pelo folk, jazz e blues. No disco, o trovador aparece sussurrando histórias com seu vozeirão, acompanhado por seu tradicional coro feminino e uma instrumentação econômica, que valoriza suas palavras. A cantora Jennifer Warners, colaboradora de longa data do músico, descreveu o som de Cohen como “o lugar onde Deus, sexo e literatura se encontram”. Em <em>Old Ideas</em>, todos esses elementos aparecem, embora de um jeito mais divertido e calmo do que em trabalhos anteriores. Ao cantar, Cohen consegue ser triste, sexy e canastrão ao mesmo tempo.</p>
<p>Se um álbum é a fotografia de um artista, logo na faixa de abertura vemos um irônico Cohen apresentar suas credenciais: &#8220;Amo conversar com Leonard/Ele é um atleta e um pastor de ovelhas/Ele é um bastardo preguiçoso vivendo dentro de um paletó”.</p>
<div>
<p>Nas letras, o amor pode vir de um jeito ácido, que diz “Se você precisar me odiar/Você poderia me odiar menos?”. A quietude aparece numa sonolenta canção de ninar (Lullaby) ou num curioso banjo boiando no mar (Banjo). A melancolia também tem sua vez. Em “Darkness”, Cohen encara a sua própria mortalidade quando diz “Eu não tenho futuro/Sei que meus dias são poucos”.</p>
<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/23032012145416_a_brincadeira.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2870" title="23032012145416_a_brincadeira" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/23032012145416_a_brincadeira.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a>O outro lançamento revela uma faceta diferente da carreira de Leonard Cohen: a de romancista. Publicado pela primeira vez no país, <em>A Brincadeira Favorita</em>, romance de estreia de Cohen, foi lançando em 1963, quando o autor tinha 29 anos, e retorna agora às prateleiras.</p>
<p>A obra narra a conflituosa transição de Lawrence Breavman da infância, nos anos 50, ao começo da vida adulta, quando vai estudar em Nova York e tenta um lugar ao sol como poeta. “É fácil exibir feridas, as orgulhosas cicatrizes de guerra. O difícil é ter espinhas”, diz um trecho do livro.</p>
<p>Assim como o autor, o personagem é filho de uma família judaica de Montreal. Depois que seu pai falece precocemente, Breavman tem que lidar com a carência afetiva da mãe e encontra apoio em Krantz, seu melhor amigo.</p>
<p>Juntos, vão protagonizar aventuras e diálogos afiados que lidam com questões como a guerra, religião e a difícil arte de virar gente grande. Breavman também descobre o mundo pelas mulheres e elege várias musas, com as quais vive jogos arriscados que misturam o gosto pela sedução e a impossibilidade do afeto.</p>
<p>Narrado em capítulos curtos, o livro apresenta diálogos ácidos e belas passagens com carga poética que refletem o universo leonardiano. Estão lá a ironia, o erotismo, o lirismo, a busca por Deus e a melancolia, que seriam marcas registradas de suas futuras composições musicais.</p>
<p>Antes de ganhar a vida com o microfone, Cohen era bom de letra e começou a carreira como poeta. No ano passado, ganhou o Prêmio Príncipe das Astúrias das Letras, um dos mais importantes do meio literário.</p>
<p><strong>Os primeiros versos</strong> &#8211; A primeira vez que Leonard Cohen escreveu foi após a morte do pai. Ele era um garoto de 9 anos que, poucos dias depois do enterro, vestiu uma gravata do patriarca e escreveu um verso no papel. Na adolescência, aprendeu a tocar violão e arranhou as primeiras composições.</p>
<p>Graduado em Letras, foi na faculdade que conheceu um grupo que fazia recitais poéticos ao som de jazz e montou uma banda de folk. Em 1956, aos 22 anos, publicou seu primeiro livro de poesias,<em> Let Us Compare Mythologies</em>, que abriu caminho para uma bolsa de estudos que o levou para Londres. Cohen não se deu muito bem com os ares londrinos. Em 1960, ele comprou uma casa na ilha grega de Hydra, refúgio de muitos artistas daquela época. Ali, viveu dias ensolarados e encontrou o silêncio necessário para escrever. Logo chegou a companhia de Marianne, um dos seus grandes amores e musa inspiradora de muitas canções.</p>
<p>A temporada grega durou seis anos e rendeu três livros de poesias e dois romances, o de estreia e<em>Beatiful Losers</em> (1966), ainda sem edição no Brasil. Apontado como uma grande promessa da nova geração de escritores, a crítica literária da época comparou o seu estilo ao de J. D. Salinger em <em>O Apanhador no Campo de Centeio.</em> Na segunda obra, Cohen chegou a ser chamado de “novo James Joyce”.</p>
<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/images.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2871" title="images" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/04/images.jpg" alt="" width="247" height="204" /></a>Quando voltou para a América, o escritor ficou surpreso ao ser tietado por gente como Bob Dylan, Joan Baez, Allen Ginsberg e Lou Reed, que estavam virando o mundo do avesso em meio à contracultura dos anos 1960. Cohen tinha 34 anos quando decidiu voltar todas as suas atenções para a música.</p>
<p>Morando em Nova York, bateu na porta de empresários do ramo musical, que disseram: “Você não está um pouco velho para este jogo?”. Chamado de “Kafka do blues” por Bob Dylan, o poeta que escreveu músicas como “Bird on the Wire”, “Hallelujah”, “Suzanne”, “The Future” e “Waiting for the Miracle” talvez sempre tenha ensinado os outros a ser velho. Em entrevista sobre seu mais recente disco, Cohen declarou: “Nunca pretendi escrever uma canção didática. Tudo que ponho na canção é minha própria experiência”.</p>
<p>Aos 77 anos de idade, Leonard parece olhar para a passagem do tempo com mais tranquilidade. Ele virou avô e trocou a sua máquina de escrever Olivetti por um computador. Mas ainda se veste com os clássicos ternos pretos e chapéu panamá. Outra marca do velho bardo é a sua voz cavernosa, abusada pela boemia, que agora está mais grave do que nunca. O motivo? “Acho que isso é o que acontece quando você desiste de fumar”, brincou o músico em entrevista a um jornal inglês. Mas, com Cohen, tudo sempre pode mudar.</p>
<p>O ex-fumante promete voltar a acender uma bituca quando chegar aos 80 anos. Isso porque nesta idade, pretende seguir em turnê e voltar a fazer algo de que sente saudade: fumar na estrada. Para alívio dos fãs, a aposentadoria do poeta parece estar longe de acontecer.</p>
<p><strong><a href="http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/44508" target="_blank">[**Matéria publicada no SaraivaConteúdo]</a></strong></p>
</div>
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		<title>Música feita e casa: em novo disco, Letuce combina bem suavidade e diversão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 22:14:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[posts por autor: Andréia]]></category>
		<category><![CDATA[letuce]]></category>
		<category><![CDATA[manja perene]]></category>

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		<description><![CDATA[Dupla lança seu segundo disco, um álbum cheio de misturas, descolado, criativo e sensual [por Andréia Martins]* Suavidade e diversão são duas características do Letuce, banda formada pelo casal Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Dupla lança seu segundo disco, um álbum cheio de misturas, </em><span style="font-style: italic;">descolado, criativo e sensual</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/letuce-11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2852" title="letuce (1)" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/letuce-11.jpg" alt="Divulgação" width="757" height="426" /></a></p>
<p><strong>[por Andréia Martins]*</strong></p>
<p>Suavidade e diversão são duas características do <strong>Letuce</strong>, banda formada pelo casal Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos, e que acaba de lançar seu segundo disco, <em>Manja Perene</em> (Bolacha Discos). Sucessor de <em>Plano de Fuga Pra Cima dos Outros e de Mim</em>, de 2009, esse segundo disco reforça o que o casal tem de melhor: a espontaneidade.</p>
<p>As músicas trazem ares de samba, rock, brega, folk, e vão da bossa nova ao indie rock, mas são as baladas harmoniosas – talvez declarações ou conversas diretas de um para o outro – o que a banda tem de mais gostoso. Não há barreiras ou limites que impeçam a dupla, acompanhada de Fábio Lima no baixo e Thomas Harres na batera, de experimentar.</p>
<p>Letícia conta que <em>Manja Perene</em> &#8220;saiu de uma poesia minha feita ao Lucas sobre a vontade de eternizar o amor. Sabe pra sempre? Manja perene? Perene é todo dia, nossa pele se esticando, o cabelo crescendo, o coração nunca parando. Esse disco veio com fogo, veio quente&#8221;.</p>
<p>A experiência e a boa recepção do primeiro álbum deixaram a banda mais segura para esse novo trabalho. “Foi bem mais fácil, até porque tínhamos mais recurso financeiro [o disco foi gravado no esquema crowdfunding, com dinheiro arrecadado com os fãs e amigos]. Fora isso, Lucas e eu, e também os músicos, nos conhecemos há 5 anos, e isso traz intimidade, fortalece laços, podemos falar um para o outro o que achamos, o que queremos. No início, tateávamos e nos especulávamos muito. Hoje em dia somos mais conscientes, e gravar esse segundo disco foi natural e cheio de significados pra gente”, diz.</p>
<div id="attachment_2847" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/letuce.jpg"><img class="size-full wp-image-2847" title="letuce" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/letuce.jpg" alt="Divulgação" width="210" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">A dupla Letuce</p></div>
<p>Muitas das canções do disco nasceram durante shows anteriores, das parcerias entre os músicos, como “Anatomia Sexual”, de Lima, “Fio Solto” e “Insoniazinha”, escrita em parceria com Harres.</p>
<p>&#8220;Pra Passear&#8221; abre o disco com suavidade e o piano marcando a música. Na sequência, &#8220;Fio Solto&#8221; já traz um clima mais divertido. &#8220;Chess Trip&#8221; é daquelas boas para colocar no carro e pegar a estrada, enquanto &#8220;Loteria&#8221; é uma das canções que é a cara da dupla. &#8220;Se eu acerto seis números, você me encontra em Bora-Bora, em Guadalajara&#8221;, canta Letícia com ar debochado. &#8220;Cataploft&#8221; traz o romantismo à la Letuce, com versos doces como &#8220;quando cê chega é cataploft no meu peito&#8221;.</p>
<p>Em &#8220;Freud Sits Here&#8221;, Letícia solta a voz, acompanhada da guitarra de Lucas, e mostra seu potencial rebelde, roqueira, pouco conhecido e explorado nas canções da dupla. Já em “Areia Fina&#8221;, Lucas solta a voz, algo inédito no primeiro disco, embora ele fosse cantor antes de formar a dupla. &#8220;Quando começamos, ele não queria cantar, eu pedia, mas ele não queria. Comentei: ‘No nosso segundo disco você tem que cantar!’. E ele mesmo ficou empolgado de voltar a cantar. Acho a voz do Lucas de outro planeta de tão bonita&#8221;, diz Letícia.</p>
<p>Comparando os dois trabalhos, Letícia vê um crescimento da dupla. “Lucas virou um homem-polvo nesse disco. Ele toca guitarra, teclado (sintetizador) e a MPC dele. Preenchemos mais. E eu me arrisquei mais nesse mundo insano da voz”.</p>
<p>Manja Perene é o próximo passo esperado do Letuce, e que anuncia que a criatividade musical da dupla está tomando cada vez mais forma, apostando na espontaneidade – como mostram algumas conversas no estúdio deixadas entre uma música ou outra –, na diversão e na independência de rótulos.</p>
<p>Espera-se que o próximo passo seja grande. E Letícia, que, para quem não sabe, também é atriz de stand-up, já dá pistas.</p>
<p>“Ano que vem, devemos lançar um livro. Finalmente tomei coragem de publicar umas poesias de guardanapo. E Lucas fará as ilustrações, ele tem um traço muito livre no desenho. Mas, como sonhamos com música, devemos fazer também a trilha sonora do livro. Caso o leitor deseje, poderá apertar o play em músicas feitas especialmente pra leitura. Vai chamar Zarafa. Vai ser nossa viagem”.</p>
<p><strong><a href="http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/44028" target="_blank">*Matéria publicada no SaraivaConteúdo</a></strong></p>
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		<title>Experimentalismo Tupiniquim</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 19:27:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogpalcoalternativo</dc:creator>
				<category><![CDATA[posts por autor: Natasha]]></category>
		<category><![CDATA[raio-x]]></category>
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		<category><![CDATA[instrumentos artesanais]]></category>
		<category><![CDATA[Uakti]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais de 30 anos, o grupo Uakti inova ao tocar instrumentos não convencionais confeccionados por eles [Por Natasha Ramos] O som grupo mineiro Uakti é música instrumental brasileira, mas não é só isso. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">Há mais de 30 anos, o grupo Uakti inova ao tocar instrumentos não convencionais confeccionados por eles</div>
<p></em></p>
<div id="attachment_2839" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/JEFF_UAK_63361.jpg"><img class="size-full wp-image-2839" title="JEFF_UAK_6336" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/JEFF_UAK_63361.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Banda Uakti. Foto: Sylvio Coutinho </p></div>
<p>[Por Natasha Ramos] O som grupo mineiro Uakti é música instrumental brasileira, mas não é só isso. É experimental, é avant-garde, é artesanal. Quase dez anos antes de o Blue Man Group existir, eles já tocavam com instrumentos feitos a partir de materiais como tubos PVC, madeira, metais e vidro.</p>
<p>“O Blue Man Group se inspirou no trabalho do Uakti para fazer aquele espetáculo com os tubos PVC (intitulado Tubes, de 1991)”, comenta o percussionista do Uakti, Paulo Sérgio Santos.</p>
<p>Formado por Marco Antônio Guimarães, Artur Andrés Ribeiro, Décio Ramos e o Paulo, em 1978, o grupo soa diferente da música instrumental a que estamos acostumados. O “tempero” diferente do Uakti deve-se ao fato de, desde o início, os músicos tocarem com instrumentos construídos por eles.</p>
<p>“O Marco Antônio teve aulas com o [músico suíço Anton] Walter Smetak, que dava aulas na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, e foi com ele que aprendeu a construir os instrumentos musicais”, conta o percussionista Paulo Sérgio Santos.</p>
<p>“Quando voltou para Belo Horizonte , trouxe alguns instrumentos bem experimentais”, acrescenta. Nos anos seguintes à sua formação na UFBA, Marco Antônio convidou alguns de seus colegas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais para tocar os instrumentos não convencionais construídos por ele. Assim nasceu o Uakti, com uma proposta inovadora e, de lá para cá, foram confeccionados mais de setenta instrumentos.Além de tocarem, eles ministram oficinas para crianças e educadores da área de música sobre as novas linguagens musicais.</p>
<p>“Os nomes dos instrumentos foram surgindo de forma espontânea, como a trilobita (ver quadro abaixo), que foi batizada durante um show nosso em Ouro Preto (MG)”, comenta Paulo.</p>
<p><strong>A lenda do nome e Beatles à Uakti </strong></p>
<p>O nome do grupo se origina de uma lenda dos índios Tukano. Uakti era um ser mitológico que vivia às margens do Rio Negro. Seu corpo era repleto de furos que ao serem atravessados pelo vento emitiam sons que encantavam as mulheres da tribo. Os homens perseguiram Uakti e o mataram. No local onde seus restos foram enterrados nasceram palmeiras que os índios usaram para fazer flautas de som encantador como os produzidos pelo corpo de Uakti. “Tudo isso remete à ideia de construir instrumentos, de tirar sons de qualquer coisa”, comenta Paulo.</p>
<p>Com onze CDs lançados e um DVD na bagagem, o grupo trabalha em um novo projeto chamado Uakti instrumental Beatles. Serão as músicas dos Fab 4 tocadas ao estilo único do Uakti. “Desde o início de 2011, estamos trabalhando no arranjo das músicas do Beatles. Devemos lançar o disco em breve”.</p>
<p><strong>Instrumentos</strong></p>
<p> Informações sobre os instrumentos não convencionais do Uakti podem ser encontradas detalhadamente no site do grupo (www.uakti.com.br). Conheça, aqui, alguns:</p>
<p><strong>Tubos com latas de alumínio:</strong> instrumento formado por quatro tubos de PVC em forma de “J”, presas entre si através de um jogo de dez braçadeiras de alumínio. A metade inferior de uma lata de alumínio de refrigerante é fixada na extremidade superior de cada um dos quatro tubos. Ao ser tocado, o fundo da lata percute o tubo e provoca o deslocamento da massa de ar que se encontra em seu interior.</p>
<p> <strong>Trilobita:</strong> instrumento temperado baseado em tambores. Formado por dez tubos de PVC de tamanhos variados, conectados a um conjunto de redutores de PVC, que se encaixam em orifícios feitos no tampo de uma mesa por meio de anéis metálicos de vedação de motor de caminhão. Às extremidades superiores de cada conjunto de tubos é esticada uma pele de cabra, normalmente tocada com dedos ou baquetas. Esse instrumento pode ser tocado a quatro mãos.</p>
<p><strong>Marimba de vidro:</strong> instrumento cujas teclas são feitas de vidro, o que proporciona notas de maior ressonância que as de madeira.</p>
<div>
<dl id="attachment_2840"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Uakti-marimba.jpg"><img title="Uakti-marimba" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Uakti-marimba.jpg" alt="" width="600" height="430" /></a> Marimba de vidro. Foto: Sylvio Coutinho </dl>
</div>
<p><strong> Tambor d’água:</strong> instrumento original dos índios da Guatemala, constituído pela percussão de uma meia-cabaça sobre a superfície da água. Possui três freqüências bem definidas: grave, médio e agudo, de acordo com as posições básicas da meia-cabaça em relação à superfície da água.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Veja as fotos do show da Wreck Kings no Psycho Carnival</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 15:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogpalcoalternativo</dc:creator>
				<category><![CDATA[posts por autor: Natasha]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[psycho carnival]]></category>
		<category><![CDATA[wreck kings]]></category>

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		<description><![CDATA[ A alemã Wreck Kings foi uma das bandas de psychobilly a subir ao palco do Espaço Cult, em Curitiba, no festival Psycho Carnival, realizado de 16 a 21 de fevereiro. Confira as fotos da apresentação:   A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_06.jpg"></a> A alemã Wreck Kings foi uma das bandas de psychobilly a subir ao palco do Espaço Cult, em Curitiba, no festival Psycho Carnival, realizado de 16 a 21 de fevereiro. Confira as fotos da apresentação:<br />
 </p>
<div id="attachment_2810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_07.jpg"><img class="size-full wp-image-2810" title="NR_18022012_07" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_07.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p>A banda tocou músicas de seu primeiro álbum, &#8220;Under Pressure&#8221; (2010), lançado pela Crazy Love Records.</p>
<div id="attachment_2811" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_02.jpg"><img class="size-full wp-image-2811" title="NR_18022012_02" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_02.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p> Incluindo músicas rápidas, pesadas e agressivas, o disco também conta com algumas “baladas” . As 13 músicas passam por todo o gênero do rock&#8217;n'roll, não só o psychobilly.</p>
<div id="attachment_2812" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_06.jpg"><img class="size-full wp-image-2812" title="NR_18022012_06" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_06.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p>  O guitarrista Phil super expressivo, interpretava as músicas conforme cantava.</p>
<div id="attachment_2813" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_03.jpg"><img class="size-full wp-image-2813" title="NR_18022012_03" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_03.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<div id="attachment_2814" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_05.jpg"><img class="size-full wp-image-2814" title="NR_18022012_05" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_05.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p> O guitarrista e vocalista da banda Björn Upio do topete amarelo interagia com o público brasileiro tentando palavras em português.</p>
<div id="attachment_2817" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_04.jpg"><img class="size-full wp-image-2817" title="NR_18022012_04" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_18022012_04.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<div id="attachment_2818" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_19022012_09.jpg"><img class="size-full wp-image-2818" title="NR_19022012_09" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NR_19022012_09.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Natasha Ramos</p></div>
<p> A banda já trabalha as músicas de seu segundo disco. Algumas das faixas foram são tocadas durante o show. Eles pretendem entrar em estúdio no começo de 2013. </p>
<div id="attachment_2819" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/08.jpg"><img class="size-full wp-image-2819" title="08" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/08.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Bate-cabeça durante o show do Wreck Kings. Foto: Natasha Ramos</p></div>
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		<title>A Catarse Coletiva da Móveis Coloniais de Acaju</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 16:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogpalcoalternativo</dc:creator>
				<category><![CDATA[posts por autor: Natasha]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[[Por Natasha Ramos] Os fãs da Móveis Coloniais de Acaju têm uma ideia do que esperar quando vão a um show da banda brasiliense. Mesmo assim, cada apresentação deles é única e inesquecível. No quesito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>[Por Natasha Ramos]</strong></em></p>
<div id="attachment_2756" class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1.jpg"><img class="size-full wp-image-2756 " title="1" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1.jpg" alt="Foto: Dani Gurgel/Auditório Ibirapuera" width="570" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Banda Móveis Coloniais de Acaju durante apresentação de sexta (10). </p></div>
<p><span style="text-align: justify;">Os fãs da Móveis Coloniais de Acaju têm uma ideia do que esperar quando vão a um show da banda brasiliense. Mesmo assim, cada apresentação deles é única e inesquecível. No quesito empolgação o grupo não desaponta e, invariavelmente, o lugar se transforma numa verdadeira festa cheia de bom humor e momentos de catarse coletiva —como a roda formada pelo público na música “Copacabana”.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Na apresentação da última sexta-feira (10/2), no auditório do Ibirapuera, lugar com capacidade para 800 pessoas, a banda brasiliense demonstrou grande intimidade com o público e apresentou algumas composições inéditas. Esta foi a primeira de uma série de três shows da banda no auditório, neste fim de semana. Para cada uma das apresentações os integrantes criaram um repertório diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Formada por André Gonzáles (voz), BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita cromática e teclados), Esdras Nogueira (sax barítono), Fábio Pedroza (baixo), Gabriel Coaracy (bateria), Paulo Rogério (sax tenor) e Xande Bursztyn (trombone), a Móveis abriu o show com a &#8220;Esquilo Não Samba”, de seu disco de estréia , intitulado <em>Idem</em> (2005).</p>
<p style="text-align: justify;">“Somos a banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília. É a terceira vez que estamos aqui&#8230;”, diz o carismático vocalista André em sua camisa xadrez azul e sua calça mostarda. Alguém no fundo do palco grita: “É a quarta!”, no que André retifica-se: “É a quarta vez e estamos ansiosos para mostrar algo novo. Nós reunimos vários barulhos da Campus Party e montamos a música que vamos tocar agora.” Esta se chama “Bolo” e foi seguida de “Sem Palavras”, do segundo CD <em>C_mpl_te</em> (2009).</p>
<div id="attachment_2758" class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/3.jpg"><img class="size-full wp-image-2758" title="3" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/3.jpg" alt="" width="570" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">O carismático vocalista André Gonzáles. Foto: Dani Gurgel/Auditório Ibirapuera</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ponto alto da apresentação, as coreografias sincronizadas dos integrantes com o público, além de divertidas eram hilárias. Boa parte do público não se contentou em ver o show sentado nas poltronas. Antes mesmo de a banda subir ao palco, os fãs já estavam a postos na frente do palco para interagir melhor com os integrantes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2760" class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2.jpg"><img class="size-full wp-image-2760" title="2" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2.jpg" alt="" width="570" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">As dancinhas sincronizadas da banda. Foto: Dani Gurgel/Auditório Ibirapuera</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Agora, vamos tocar outra inédita e eu queria que vocês ajudassem com a letra, porque não tem”, diz André entre risos para introduzir “De lá até aqui”, uma das inéditas que podem fazer parte do terceiro disco da banda, ainda sem previsão de lançamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre conversando com a platéia, o vocalista pontuava algo sobre as músicas: “Essa é uma música de amor, de fato. Todas falam de amor, na verdade, mas essa dá para entender melhor [do que se trata]”, conta o vocalista antes da “Dois Sorrisos”, composta em parceria com o cantor <strong>Leoni</strong>, em homenagem ao dia dos namorados, no ano passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois da “O Tempo”, do disco <em>C_mpl_te</em> (2009), o vocalista toma um gole d’água, olha para o papel do setlist grudado no chão do palco e diz: “É isso, gente, acabou”.  “Acabou nada!”, alguém grita do fundo. “Tá aqui, ‘bixo’: FIM”, emenda André.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nós agradecemos a vocês por estarem aqui, neste dia que bateu o record de congestionamento em São Paulo, 210 km&#8230;”, diz o flautista Beto Mejía, que pergunta, em seguida, quantas pessoas estavam no show da Móveis pela primeira vez. O intuito da pergunta era ensinar aos novatos uma coreografia de ‘ôlas’ (dessas de futebol, mesmo) sincronizadas com a banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final, a Móveis sai do palco sob o protesto do público que pede mais uma. Em poucos minutos, a <em>big band</em> retorna e engata “Aluga-se-vende”, do primeiro álbum. E para finalizar com chave-de-ouro, a esperada “Copacabana”. No interlude dessa música, os integrantes e público formaram uma roda que preencheu todas as extremidades do auditório do Ibirapuera. Ao sinal do vocalista —que se encontrava no centro do local—, todos correram ao seu encontro para curtir o final da música em um semibate-cabeça.  Da galera que deixava o local ao final da apresentação, comentários como “valeu muito a pena” eram ouvidos em rostos suados e satisfeitos.</p>
<div id="attachment_2762" class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/4.jpg"><img class="size-full wp-image-2762" title="4" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/4.jpg" alt="" width="570" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">A roda formada pelo público durante a música &quot;Copacabana&quot;. Foto: Dani Gurgel/Auditório Ibirapuera</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Criada em 1998, a banda leva dois discos na bagagem &#8211; <em>Idem</em> (2005) e <em>C_mpl_te</em> (2009) –o DVD gravado no auditório do Ibirapuera—, e costuma organizar o <em>Móveis Convida</em>, um festival para revelar novos artistas. Também é deles o projeto <em>Adoro </em>Couve, CD que traz versões próprias de músicas nacionais e internacionais (“covers”), como <em>Alegria</em> (do Cartola), <em>Eu me Amo</em> (Ultraje a Rigor), <em>Psycho Killer</em> (Talking Heads), <em>Enter Sandman<strong> </strong></em>(Metallica) e <em>Everybody</em> (Backstreet Boys). Todas tocadas na mistura de rock, ska e ritmos brasileiros, características do grupo.</p>
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		<title>Lá se vão 15 anos sem o mangueboy</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogpalcoalternativo</dc:creator>
				<category><![CDATA[posts por autor: Andréia]]></category>
		<category><![CDATA[chico science]]></category>
		<category><![CDATA[fred 04]]></category>
		<category><![CDATA[manguebeat]]></category>

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		<description><![CDATA[[Por Andréia Martins] No ritmo, samba-maracatu-. No texto, letras pontiagudas. Este era Chico Science, que no dia 2 de fevereiro de 1997, morreu aos 31 anos, depois de bater seu Fiat Uno na divisa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="text-align: left;">
<div id="attachment_2723" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/chico-em-1993_foto-fred-jordao.jpg"><img class="size-full wp-image-2723" title="chico em 1993_foto fred jordao" src="http://www.palcoalternativo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/chico-em-1993_foto-fred-jordao.jpg" alt="Foto de Fred Jordão" width="300" height="229" /></a><p class="wp-caption-text">Chico Science, em 1993</p></div>
</div>
<div style="text-align: right;"><strong>[Por Andréia Martins]</strong></div>
<p>No ritmo, samba-maracatu-. No texto, letras pontiagudas. Este era Chico Science, que no dia 2 de fevereiro de 1997, morreu aos 31 anos, depois de bater seu Fiat Uno na divisa de Recife e Olinda.</p>
<p>Felizmente Chico teve tempo de mostrar a que veio na música, junto com sua turma de Recife: Fred 04, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e outros artistas que tentaram – e ainda tentam – fazer da música uma arte criativa, útil, rica em conteúdo e ritmos.</p>
<p>Fome, problemas urbanos, pobreza em Recife eram alguns dos assuntos que criaram a estética do mangue e que eram frequentes em suas músicas. O próprio manguebeat era um reflexo do caos do sistema e proprunha a ordem pelo caminho da desordem.</p>
<p>Chico levou a mistura manguebeat &#8211; embolada, maracatu  e rock &#8211; de Recife para o eixo Rio-SP, sendo um dos maiores representantes do Manguebeat, último movimento marcante da música brasileira, com direito até a manifesto, o “Caranguejos com Cérebro”, escrito pelo jornalista Fred 04, e símbolo, uma antena parabólica colocada na lama.</p>
<p>Pode parecer estranho, mas o que mais me chamava a atenção na Nação Zumbi era a guitarra. Riffs, dedilhados, o groove, o ritmo ora acelerado ora cadênciado disputa o espaço com a batucada, sempre pensei na guitarra de Lucio Maia como uma colcha de retalhos da sonoridade dos mangueboys, costurando tudo numa coisa só. A guitarra de Lucio é mistura, caos e transformação.</p>
<div id="_mcePaste">
<p>O objetivo da turma manguebeat era um só: como o mangue era o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, eles queriam criar uma cena tão diversificada quanto a vida no mangue. E conseguiram, tanto que contaminaram aristas de outras áreas como a literatura e o cinema, e ajudaram a transformar Recife num pólo cultural.</p>
<p>O sucesso veio em 1993, quando ele fez uma rápida turnê do disco &#8220;Da Lama ao Caos&#8221; por São Paulo e Belo Horizonte. Bastou para que a mídia começasse a prestar atenção naquele rapaz baixinho, sempre usando roupas coloridas, chapéu e óculos, acompanhado da trupe da Nação Zumbi. Produzido por Liminha, o disco projetou a banda no cenário nacional com músicas como <em>A Cidade, A Praieira</em> e <em>Da Lama ao Caos</em>.</p>
<p>Em 1995 eles lançam &#8220;Aforciberdelia&#8221;, um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, com a mistura do maracatu com a eletrônica. Além de uma mega turnê nacional, a repercussão do disco foi tanta que pintaram convites para shows no exterior e até David Byrne – fã confesso da música brasileira e salvador da pátria de alguns artistas daqui, vide Tom Zé – manifestou interesse em lançá-los lá fora. Mas acabou brecado pela gravadora do grupo no Brasil.</p>
<p>Desentendimentos à parte, o disco já vendeu até hoje mais de 190 mil cópias. Além de Chico e Nação, o disco conta com as participações especiais de Gilberto Gil e de Marcelo D2. Um dos melhores momentos é a releitura de <em>Maracatu Atômico</em>, de Jorge Mautner, e as autorais <em>Manguetown, Macô, Criança de Domingo</em> e outras.</p>
<p>Com a morte de Chico, como acontece em todas as bandas que perdem sua principal figura, a Nação Zumbi ficou com um futuro incerto. Poderia tentar seguir o mesmo caminho ou dar um tempo, mudar o rumo. Ficaram com a primeira opção com algumas mudanças naturais e Jorge Du Peixe nos vocais. Responsa encarada com sucesso.</p>
<p>Hoje, artistas como Otto, Mombojó, Mundo Livre S/A, China, Lirinha, Karina Buhr, mantém a cena do Recife aquecida, e de certa forma, mantém vivo o que Chico Science começou. Longa vida ao mangueboy.</p>
</div>
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